Maçonaria chega a indígenas da Amazônia

indio 18 vale
Foto ilustrativa: EBC

Por João Carlos Rodrigues

Avessa historicamente a movimentos que atraía a atenção para suas ações, embora tenha ativa participação política, a secular Maçonaria amplia sua penetração em diferentes parcelas da população brasileira. No Norte do país, por exemplo, a irmandade chegou aos povos indígenas. Um líder de uma comunidade Kokama é mestre maçom – elevado grau da instituição conhecida pela discrição e pelo silêncio que ainda mantêm a sua aura de sociedade secreta, apesar de ter sofrido mudanças em sua atuação nos últimos tempos.

Sob a condição do anonimato, o mestre maçom indígena conversou com o AGROemDIA via WhatsApp.  Ele contou que é membro do Grande Oriente – a mais antiga Potência Maçônica brasileira (associação de Lojas Maçônicas) – há 13 anos. Passou a fazer parte da irmandade a convite de um membro do Poder Judiciário. “Tivemos um longo convívio, ele observou meu comportamento e um dia me convidou para ser maçom”, lembrou o índio, que há sete anos alcançou o grau de mestre na irmandade.

Morador de uma comunidade Kokama na periferia de uma das capitais de um estado da Região da Amazônia, ele disse não existir conflito entre suas crenças indígenas, a Maçonaria e o fato de ser fiel da igreja pentecostal. “A Maçonaria prega o respeito, a ética, a elevação espiritual”, pontua o líder Kokama.

Casado, pai de cinco filhos, o índio deixou a vida na Floresta Amazônica, anos atrás, para viver na área rural de uma cidade grande da região para poder estudar e se capacitar profissionalmente. Ali, tornou-se líder da comunidade indígena e hoje é uma das vozes respeitadas na etnia Kokama. Mesmo diante da aldeia, nunca perdeu o contato com os familiares que ficaram na floresta.

De voz tranquila e discreto, o líder divide seu tempo entre a família, o trabalho, o movimento indígena brasileiro, a religião pentecostal e a Maçonaria. Segundo ele, há vários índios com perfil para ingressar na irmandade. O mestre indígena maçom – provavelmente o primeiro do Brasil – espera que mais índios venham a fazer parte da sociedade filosófica e filantrópica com uma história cheia de segredos e mistérios, assim como os povos indígenas.

 

 

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21 comentários em “Maçonaria chega a indígenas da Amazônia

  • 17 de agosto de 2018 em 20:16
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    Gostaria de ser convidado a entra para maçonaria. Alguem me indica…👍

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    • 18 de agosto de 2018 em 01:17
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      Qual cidade vc mora?

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  • 17 de agosto de 2018 em 22:58
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    Na potencia maçônica Gloria do Ocidente do Brasil, ja possui indígenas em seus quadros. Hj

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    • 19 de agosto de 2018 em 04:00
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      Ir. ‘. Laércio, sou Mariza Torelli, mestra . ‘. Da Loja
      Maçônica Mista Seraphiss Bey n° 4, de São Paulo. Fico feliz de saber que tem indígenas em nosso meio.
      Amo os indígenas, em especial da América latina e do Brasil.
      Me mande mais notícias.
      Gratidão
      mariza.torelli@hotmail.com
      Sapp 11-99194-3946

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  • 18 de agosto de 2018 em 01:59
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    Cada dia eu admiro e respeito por suas obras e suas iniciativas em ajudar o próximo

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  • 18 de agosto de 2018 em 06:48
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    Com raríssimas discordância em atitudes de alguns,os maçons que conheço e que convivi são pessoas de boa conduta,amigos e principalmente humanos; Nos anos 80 os maçons em Itanhomi MG ,tiveram uma atitude com minha família que me faz render aos mesmos,elogios ; Tenho imensa gratidão à Maçonaria,meu irmão mais velho foi deputado maçon e em certos pontos pessoais nos divergíamos,mas o zelo com minha família ,os cuidados com Ele ….me faz pensar que esta organização é humana, acolhedora e fraterna; parabéns a todos os membros;Se entraram é porque tem peso moral , valores e espírito fraterno.A todos,meus sinceros agradecimentos.

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  • 18 de agosto de 2018 em 08:03
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    Por uma maçonaria eclética e com homens livres e de bons costumes!

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  • 18 de agosto de 2018 em 13:16
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    Parabéns, evolução é da natureza humana. Sucesso

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  • 18 de agosto de 2018 em 14:23
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    Amigo, antes de iniciar caso alguém te convide fica esperto que tem maçonaria falsa que não é reconhecida e tem estelionatários que fingem ser maçom, fica a dica

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  • 18 de agosto de 2018 em 22:22
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    Eu sou Antonio Marques.eu teho visto muitas coisas bem interessante a Respeito da maçonaria, e ate tem dispertado a curiosidade de conhecer de perto, mas não conheço ninguém que pertença a maçonaria, pelo menos que eu saiba.

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  • 18 de agosto de 2018 em 23:23
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    Parabéns por demonstrar que na Maçonaria não existe acepção de pessoas basta ter uma conduta moral e ética e com valores de fraternidade igualdade e liberdade…

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  • 22 de agosto de 2018 em 18:34
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    Prova cabal de que essa grande fraternidade não tem acepção de etnia, fé e outras restrições senão a crença em Deus e o caráter do postulante, basicamente. Aguardamos ansiosos a notícia de que ascendeu a graus mais elevados como “aumento de salário” pela dedicação aos postulados da Sublime Ordem e por extensão aos demais Irmãos profanos, conão antes aos anseios do G.’.A.’.D.’.U.’.
    Odilon Fagundes da Silva

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  • 23 de agosto de 2018 em 09:58
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    Muito bom a maconamaç e a melhor coisa que existe até esses tempos

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  • 24 de agosto de 2018 em 04:17
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    Será que vão botar arsênico na comida e na água do índios igual fizeram com os aborígenes na Austrália?

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  • 24 de agosto de 2018 em 09:35
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    Seja um bom homem, justo e equilibrado em suas ações, fuja da hipocrisia é dos hipocritas e NÃO ENTRE EM ENTIDADE NENHUMA, ok? Lá tem de tudo, principalmente HIPOCRISIA

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  • 24 de agosto de 2018 em 14:45
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    Gostaria de ser convidado a fazer parte da maçonaria!

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  • 24 de agosto de 2018 em 16:10
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    Em primeiro lugar, gostaria de deixar uma errata ao autor desta matéria: o nome da mais antiga obediência do país é Grande Oriente do Brasil, fundada por José Bonifácio de Andrada e Silva, entre outros personagens da história, e tendo, como seu primeiro Grão Mestre Dom Pedro I. Em segundo lugar, para os leigos, não confundam Maçonaria com os Maçons que dela fazem parte. A Ordem esta pronta; o homem não.

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    • 1 de setembro de 2018 em 08:43
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      Perfeito! Sem retoques!

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  • 25 de agosto de 2018 em 10:29
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    Nos Estados Unidos é comum Loja Maçônica composta só de Indígenas.

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  • 26 de agosto de 2018 em 03:01
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    Não há conflitos entre suas crenças religiosas indígenas e a maçonaria, pois em ambos casos o ocultismo está presente. Já, agregar a isso a confissão de fé pentecostal é absolutamente descabido! Apesar de publica e notoria, a existência de líderes e membros de denominações evangélicas pentecostais na maçonaria, deixo claro que tal situação instalada é um abcesso lamentável!

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