Crédito rural subsidiado é “falácia”, diz diretor da Andaterra

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Jeferson Rocha: Economia liberal requer quer livre concorrência e menos impostos – Divulgação

A possibilidade de que a equipe econômica do governo reduza o crédito subsidiado, em meio à gritaria no setor rural contra os altos custos de produção agrícola, não preocupa parte do agronegócio. “Estamos tranquilos porque o crédito rural, ao contrário do que muitos possam imaginar, não é subsidiado”, diz Jeferson Rocha, diretor jurídico da Andaterra. O que há é “uma grande falácia” sobre o assunto, assinala, acrescentando que a entidade é a favor do livre mercado, mas que é preciso criar as condições para isso, com a abertura do mercado e a diminuição da carga tributária.   

“Subsídio é um dinheiro colocado pelo erário, pelo pagador de impostos, a fundo perdido, a fim de que aquele dinheiro vá e não retorne. Isso não acontece no agro”, garante Rocha.  “Quando se anuncia que um Plano Agrícola e Pecuária [PAP] disponibilizará R$ 200 bilhões para o agro, é mentira, porque aquele dinheiro não sai do pagador de impostos para um fundo perdido destinado aos produtores.”

Rocha enfatiza que os recursos do PAP são oriundos dos   depósitos compulsórios da caderneta de poupança e do compulsório dos depósitos à vista. “São recursos que estão nos bancos, remunerados a 4,5% ao ano ou sem remuneração, e que a rede bancária é obrigada a repassar ao crédito rural. Então, não tem nada de subsídio nessa história.” Os produtores, ressalta, pagam pelo financiamento, com “juros e até outras taxas”.

“Se houver alguma coisa de subsídio é em relação à agricultura familiar, para aqueles juros de 2,5% ou 3%, mas é uma quantidade ínfima, que não chega nem a R$ 10 bilhões por ano. Então, essa história de que o agro é altamente subsidiado é uma falácia.”

Segundo Rocha, a Andaterra quer uma oportunidade para falar com o ministro Paulo Guedes (Economia) e reforçar sua posição em defesa do liberalismo econômico e seu apoio ao governo Bolsonaro. “Queremos que o liberalismo econômico comece pelos custos de produção do agro.”

O diretor jurídico da Andaterra reforça que é preciso acabar com a concentração bancária e com carga tributária “escorchante”. “O Brasil tem o sistema financeiro mais monopolizado do mundo e paga os maiores juros do planeta. A carga tributária é escorchante: PIS/Cofins, CCLL, IPI, II; no caso do rural, Funrural, SAT, Senat, Incra. Se reduzirmos a carga tributária, diminuiremos o Estado.”

 

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