
Da redação//AGROemDIA
Novos vizinhos apareceram na QI 14 do Guará I (BsB-DF), na manhã desse sábado (3). Eram duas curicacas, que estavam passeando e se alimentando com a grama da praça dos cães e gatos, período do dia em quase nenhum é levado ao local por seus tutores para correr e brincar.
As curicacas são sempre bem-vindas e oferecem uma rara oportunidade de apreciar de perto a sua beleza. No entanto, a chegada delas indica que perdem cada vez mais espaço no cerrado como um dos seus habitats naturais.
Por trás do deslocamento dessas aves para áreas urbanas do DF estão o desmatamento, a expansão de loteamentos regulares e irregulares e a ocupação crescente do solo pelas plantações de soja, milho e algodão.
Pobres curicaras! Seria bem melhor se ainda tivessem pleno abrigo no cerrado para desfilar sua beleza e seu canto, exaltados no poema de Eulália Martorano Camargo:
“Algazarra faz
A Curicaca pela manhã
Seu canto alegre
Acorda todo mundo
Ave estranha
Ave exótica
Porém, simpática
É a Curicaca (…)
Ave passeadeira
Sai ao amanhecer
Só volta ao entardecer
Muito animada
Não sei se o pinheiro
Teria graça
Sem a Curicaca
Canta, Curicaca, canta
Quero acordar
Toda manhã
Com seu canto”
