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Norte do estado do Rio de Janeiro quer entrar na rota da produção de soja

A região norte do estado do Rio de Janeiro quer entrar na rota do cultivo de soja. O assunto foi tratado durante reunião, nesta semana, em Brasília, entre representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Embrapa, do governo fluminense e de associações de produtores. No encontro, eles avaliaram as possibilidades de crédito rural, seguro agrícola e licenciamento de produção.

Um dos temas debatidos foi a inclusão da região norte fluminense no calendário de semeadura da soja, que busca reduzir os riscos de incidência da ferrugem asiática. Outro assunto tratado foi o Zoneamento de Risco Climático (Zarc), que indica a época ideal de plantio para alcançar a melhor produtividade. O Zarc é usado, sobretudo, pelos bancos na concessão de crédito e para adesão ao Proagro e contratação de seguro rural pelas seguradoras.

De acordo com o secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, é provável que as portarias do calendário de semeadura da soja e do Zarc para o Rio de Janeiro sejam publicados antes do plantio da safra 2023/24, que começa em outubro.

O atendimento de ambas as demandas – calendário de semeadura e Zarc da soja – já estão bastante adiantadas na Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e na Secretaria de Política Agrícola (SPA) e em negociação com a Embrapa, disse o secretário adjunto de Política Agrícola.

O norte fluminense já foi um importante produtor de cana-de-açúcar e hoje se destaca na produção petrolífera. Entretanto, pesquisas lideradas pela Embrapa, a partir de 2017, indicam que a região também possui grande potencial para o cultivo de grãos, especialmente milho e soja, numa área estimada em 300 mil hectares, devido às suas características de clima e de solo. Soma-se a isso, a proximidade portuária para exportação e o consumo regional desses produtos no suprimento alimentar de atividades pecuárias.

Participaram da reunião com o secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa representantes das secretarias estaduais de Agricultura, Pesca e Abastecimento e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado do RJ e de entidades de produtores rurais, além de prefeitos.

Da redação, com Mapa

 

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