
Uma nova CPI da ONGs (Organizações Não Governamentais) está sendo articulada no Congresso Nacional. Um grupo de deputados federais vem trabalhando na coleta de assinaturas para instalar a comissão parlamentar de inquérito que terá o objetivo de investigar a atuação das ONGs no país, desde o financiamento até o resultado efetivo para a sociedade das ações que elas desenvolvem.
Alguns parlamentares têm curiosidade em saber, por exemplo, que são os financiadores da Abrasco, do Instituto Socioambiental (ISA), do Greepeace e do WWF, entre outras entidades.
A avaliação do setor produtivo – especialmente o rural – é que algumas ONGs trabalham alinhadas aos interesses dos concorrentes do Brasil no mercado internacional de produtos agropecuários.
Independentemente da CPI, a futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), já sinalizou que o governo Bolsonaro pretende saber o que é feito com os recursos federais repassados a ONGs. Parte da verba é proveniente das multas aplicadas ao setor agropecuário. Segundo ela, o volume transferido às ONGs é “grandioso”.
A primeira CPI foi instalada em 2007, durante o governo Lula. Encerrou em 2010, sem houvesse uma conclusão sobre a investigação. À época, a CPI enfrentou uma série de obstáculos, o que atrapalhou os trabalhos.
