
A China deve importar melão produzido no Brasil e habilitar novos frigoríficos para que possam exportar àquele país. Em contrapartida, o governo brasileiro vai autorizar a compra de pera do mercado chinês. O anúncio foi feito pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.
“Muitas coisas estão caminhando com muita celeridade. No caso das frutas, devemos ter o anúncio da abertura de melão do Brasil para China e de pera da China para o Brasil”, disse a ministra da Agricultura, que se reuniu nessa quarta-feira 23 com o colega chinês, Han Changfu.
Tereza Cristina adiantou ainda que novos frigoríficos brasileiros devem ser autorizados a vender carnes ao mercado do país asiático. “Temos mais habilitações que devem acontecer no intervalo de dias entre a visita do presidente Bolsonaro à China e a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil.”,
Esta é a segunda viagem da ministra à Pequim. A primeira foi em maio deste ano. Tereza Cristina chegou à China no fim de semana passado e nessa quarta 24 se juntou à delegação do presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta, a delegação visitou a Muralha da China e depois se reuniu com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf.
Ela também destacou a importância da continuidade das conversas entre maio e outubro deste ano. “Tivemos alguns avanços. A viagem de maio foi importantíssima para uma abertura maior entre o Ministério da Agricultura e o GACC (aduana chinesa).”
A ministra ressaltou o importante mercado que se abre para a produção pecuária brasileira. “Hoje o mercado de carnes está em ebulição aqui, a necessidade [do produto] é muito grande. Então, aqueles frigoríficos que estão preparados com os protocolos para exportar para China terão oportunidade [de vender àquele país].”
Na área agrícola, segundo Tereza Cristina, estão sendo acertados protocolos para exportação de farelo de algodão e de soja, mas essa negociação exige mais conversas entre as equipes técnicas dos dois países. A China também manifestou interesse no açúcar e no etanol brasileiros.
“Há interesse deles no açúcar, no algodão e até no etanol”, enfatizou. As tratativas sobre o biocombustível, assinalou, ainda estão em fase inicial. “Mas, vamos caminhar para uma discussão também sobre esse assunto”, afirmou a ministra.
Tereza Cristina reforçou a importância da parceria entre o Brasil e a China – um país que precisa alimentar 1,4 bilhão de pessoas. “Eles têm necessidade [de alimentos], porque estão colocando no mercado de consumo mais de 300 milhões de pessoas.”
“Temos que aproveitar essa oportunidade, entregando o que eles querem: volume, alimento de qualidade e preços que possam estar ajustados aqui no mercado chinês”, completou.
Nesta sexta-feira (25), a ministra participa do Seminário Empresarial Brasil-China, integrando a comitiva do presidente Bolsonaro. A palestra de Cristina Tereza é sobre as relações entre o agronegócio brasileiro e chinês. A ministra retorna ao Brasil neste fim de semana.
Da redação, com o Mapa
