
País de dimensões continentais, o Brasil tem uma enorme diversidade de solos e clima. Isso exige que os produtores rurais e as empresas que atuam no setor conheçam cada vez mais as condições edafoclimáticas (clima, solo, relevo, temperatura etc) das diferentes áreas de produção para poder aproveitar ao máximo suas potencialidades e até fazer adequações em determinadas tecnologias, no caso das indústrias que oferecem soluções para a atividade agrícola. Esse cenário abriu um mercado para a pesquisa, o que tem atraído empreendedores, principalmente os jovens.
Em Toledo, no Paraná, os engenheiros agrônomos Dyogo Bortot e Alexandre Müller decidiram apostar neste segmento do agro. Em 2015, eles criaram a MBF Pesquisas Agronômicas, empresa que tem feito experimentos de campo para buscar maior adequação das tecnologias oferecidas pela indústria às condições de solo e clima do sudoeste paranaense e oeste catarinense. A empresa já atendeu pelo menos 12 multinacionais do setor.
A MBF conta com uma área experimental no município de Maripá, próximo a Toledo. Nas pesquisas de campo, Dyogo Bortot e Alexandre Müller, que também é professor da PUC/PR, identificam quais melhorias precisam ser feitas para que, por exemplo, determinada semente tenha nas duas regiões rendimento semelhante ao alcançado em outras partes do país. A partir dos resultados, eles desenvolvem os protocolos para apresentar aos clientes.
Além de pesquisas envolvendo sementes de grãos e oleaginosas, como soja, sorgo, milho e feijão, a MBF também faz levantamentos sobre técnicas de manejos e práticas sustentáveis mais indicadas para a atividade agrícolas nas duas regiões.
A ideia, segundo eles, é apoiar os produtores e as indústrias a adotarem tecnologias e técnicas que possam impulsionar ainda mais o desenvolvimento da agropecuária no sudoeste paranaense e oeste catarinense, com base em informações amparadas em resultados de pesquisas que levem em conta a realidade regional.

