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Abominável mundo novo

Gil Reis*

“No amor e na guerra vale tudo” – frase criada pelos promotores do caos. “Uma mentira repetida mil vezes vira verdade” – frase cunhada por ministro nazista fazendo campanha contra o povo judeu. A grande mídia e cientistas climáticos bem remunerados conseguem convencer a todos que “m….. é chocolate” – desculpem, a frase é minha. “Você se apaixona pelo que vê todo dia” – informação do psiquiatra assassino no filme ‘Silêncio dos Inocentes’. Esta longa pretende informar ao leitor que está em andamento uma sórdida campanha contra os laticínios e derivados.

Existe uma grande campanha convencendo a todos que os produtos criados em laboratório são melhores que os naturais. Já dizia Napoleão Bonaparte – “A patifaria tem limites; a estupidez, não.” A criação do “Abominável mundo novo” está em andamento. Mais uma vez aciono os leitores usando toda uma intimidade criada entre escritor e leitor, há no ar uma guerra de narrativas que os ‘ambientalistas’ e seus acólitos estão vencendo ‘de lavada’.

O site Food & Beverage publicou, em 23 de fevereiro de 2024, a matéria “Alternativas de queijo adotam IA e fermentação para melhorar a textura e o sabor”, assinada por Scott Miller. Transcrevo trechos:

“O garçom coloca uma tigela fumegante de macarrão com queijo. Você cheira. Cheira bem. Como macarrão com queijo deveria. Você pega um garfo e dá a primeira garfada gloriosa – apenas para perceber imediatamente que este prato saboroso e picante não contém queijo de verdade.

A pergunta: ‘É queijo? Uma vez tive uma resposta óbvia. Tudo que você precisava fazer era provar o produto para descobrir que algo estava errado. Novas ofertas como o NotMac&Cheese da Kraft, no entanto, provam que os tempos estão mudando. Inúmeras marcas aderiram à tendência dos laticínios alternativos e é fácil perceber porquê. De acordo com uma pesquisa do The Good Food Institute (GFI) e da Plant Based Foods Association (PBFA) com base em dados de varejo da SPINS, o mercado de alimentos à base de plantas dos EUA valia US$ 8 bilhões em 2022.

A maioria dos produtores de produtos de queijo alternativos se esforça para replicar a cremosidade suave e a elasticidade derretível do produto real. Sarah Fitzgerald, culinologista da CuliNEX, explicou os princípios básicos de como esses produtos são feitos e por que tantos contêm sabores e texturas estranhos. ‘Vamos começar com ingredientes que criam uma textura cremosa: gordura, óleo, fibras e gomas’, disse ela. ‘Em segundo lugar’, o que estabiliza uma textura cremosa: emulsificantes, proteínas vegetais e tecnologia de processo. Com a [crescente] aceitação desses ingredientes pelos consumidores, as empresas podem explorar e experimentar para criar o nível de cremosidade desejado para produtos como sorvetes, chantilly, creme de cozinha, leite e manteigas.

‘Pode ser um desafio incorporar totalmente os ingredientes, remover a granulação ou manter o produto estável ao fazer um produto à base de plantas’, explicou Fitzgerald. ‘Tem havido muitas soluções criativas no lado do processamento que desbloquearam excelentes produtos… As empresas estão a desenvolver excelentes produtos porque procuram grande ciência a partir de fontes internas e externas. O investimento em parcerias externas, bem como a experimentação interna, ajudou a inovação baseada em plantas a crescer rapidamente nos últimos 10 anos.’

O que ela disse faz sentido; Afinal, a Kraft Heinz Co se uniu à NotCo, e inovações como essas estão impulsionando a indústria em direção a produtos mais saborosos. A fermentação é outra área emocionante – onde os desenvolvedores de alimentos estão encontrando novos usos para a ciência antiga. A fermentação de biomassa já existe há muito tempo, sendo mais frequentemente usada para criar produtos cárneos à base de plantas. À medida que a percepção pública muda, contudo, surgem novas oportunidades.

‘Só pode ser um sinal positivo se as grandes marcas entrarem no mercado de queijos sem laticínios’, disse Taub. ‘Eles veem uma oportunidade e muitos acreditam que isso é necessário para criar um sistema alimentar sustentável e equitativo para todos. Dito isto, a maioria dos produtos trazidos ao mercado em alternativas ao queijo utilizou a mesma formulação – ou seja, uma mistura de óleo de coco e amido, e acho isso um pouco decepcionante… do ponto de vista empresarial, é uma grande oportunidade para mostrarmos que melhores alternativas são possíveis e podem ser feitas de forma acessível.”

Esta matéria demonstra claramente que a cultura humana desenvolvida ao longo dos milênios ‘está sendo varrida para baixo do tapete’ e substituída pela nova crença ambiental que os produtos naturais são danosos para o meio ambiente e que o ideal será um ‘abominável mundo novo’. Não se preocupem, quem pagará a conta serão os nossos descendentes, esta será a ‘herança maldita’ que a humanidade de hoje deixará.

Afinal qual a preocupação? O importante não é salvar os seres humanos e sim o planeta. Com a nossa extinção qualquer outro animal, passando por um processo de evolução de alguns milênios, poderá nos substituir no topo da cadeia alimentar. Qual o espanto? Não chegamos até aqui? O que nos trouxe até o atual momento civilizatório foi a nossa resiliência e a nossa capacidade de adaptação no enfrentamento das alterações climáticas que o nosso planetinha tem sofrido desde o seu surgimento no ‘concerto do universo’ que, por sinal, nasceu atrasado utilizando-se dos restos de massas cósmica que perambulavam pelo éter.

Vivemos em um aglomerado de dejetos estelares e até agora temos sobrevivido. O nosso único consolo é o conhecimento sádico que os ‘ambientalistas e seus acólitos’ serão extintos junto conosco. Como sobreviverão sem os alimentos que produzimos? Eles não produzem nada, apenas caos, belíssimas narrativas enganosas e terrorismo climático.

“Dane-se a verdade desde que todos acreditem nas mentiras e os malfeitores possam lucrar às custas da credulidade do povo”.

*Consultor em Agronegócio.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

 

 

 

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