Essa é uma grande indagação ‘as energias alternativas são confiáveis? O que é confiabilidade na geração e distribuição de energia? Ela é confiável quando você precisa dela e ela está disponível. Vou recolher a minha opinião, pelo menos na abertura deste artigo, para permitir que os ilustres leitores analisem o assunto e formem a opinião. Vejam bem não adentrei à distribuição, Indaguei aos leitores se tais energias são confiáveis. Vou prosseguir para que todos tenham tempo e interesse em analisar.
Para auxiliar a análise vou reproduzir parte do texto publicado pelo site RealClear Energy em 16 de julho de 2025 sob o título “Acelerando a Energia Alternativa”, assinado por Gary Abernathy, editor, repórter e colunista de jornal de longa data. Foi colunista colaborador do Washington Post de 2017 a 2023 e analista convidado frequente em diversas plataformas de mídia.
“Garantir energia confiável é crucial. Acabar com subsídios e créditos para ‘alternativas’ é igualmente importante. Os esforços impressionantes do governo Trump para reativar a energia tradicional e confiável nos EUA são uma dádiva não apenas para os americanos, mas para pessoas em todo o mundo. Seja revertendo as proibições da era Biden contra a perfuração offshore ou acelerando as licenças para exploração e extração de gás natural, a dedicação do presidente Trump em utilizar as fontes de energia mais abundantes e acessíveis do planeta manterá os americanos prósperos, saudáveis e livres.
Mas dar nova vida a recursos energéticos comprovados é apenas metade da batalha. Igualmente importante é frear a expansão desastrosa das chamadas energias renováveis, como a eólica e a solar, quando sua existência depende de subsídios e outras medidas de suporte à vida. A alardeada abordagem energética de ‘todas as opções acima’ só é razoável quando ‘todas’ conseguem competir em igualdade de condições e demonstram ser confiáveis e lucrativas.
Certamente, há casos em que a energia alternativa é eficaz e economicamente sustentável – especialmente no nível micro. Muitos proprietários optaram por instalar painéis solares no telhado para atender às suas necessidades energéticas domésticas. Microturbinas eólicas estão sendo utilizadas com capacidade limitada para realizar tarefas como bombear água ou carregar baterias. Em ambos os casos, a tecnologia é econômica para os fins limitados pretendidos.
Mas os parques eólicos e solares de grande porte que surgiram em todo o país são quase totalmente sustentados por subsídios governamentais e créditos fiscais. Conforme observado em janeiro pelo Instituto de Pesquisa Energética, os números do Departamento do Tesouro mostram que os subsídios para energia eólica e solar superam todas as outras disposições relacionadas à energia no código tributário, custando US$ 31,4 bilhões em 2024, e devem custar aos contribuintes US$ 421 bilhões a mais entre 2025 e 2034, com base nos subsídios do projeto de lei climática Biden-Harris.
De acordo com a Reuters, além de acabar com a maioria dos subsídios, a proposta de orçamento de energia ‘cancela mais de US$ 15 bilhões em captura de carbono e financiamento de energia renovável’ da Lei de Redução da Inflação de 2021, enganosamente chamada, do presidente Biden. Também seriam encerrados cerca de US$ 1,3 bilhão em subsídios emitidos pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional para ‘pesquisa dominada pelo clima’.
A reportagem acrescentou: ‘O plano reorienta o financiamento do Departamento de Energia para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que poderiam produzir uma abundância de petróleo, gás, carvão e minerais essenciais, reatores nucleares e combustíveis nucleares avançados, disse a Casa Branca sem mais detalhes.’
No momento em que este texto foi escrito, uma batalha estava sendo travada no Congresso sobre os cortes de energia alternativa incluídos no ‘grande e belo’ projeto de lei de Trump. Alguns senadores republicanos querem estender o prazo para a expiração dos créditos de energia. Conforme relatado pelo The Hill, a versão do Senado permite que parques solares e eólicos que comecem a operar este ano recebam os créditos integrais.
‘Antes, quando o projeto de lei tramitava na Câmara, a exigência era que esses projetos começassem apenas 60 dias após a aprovação, o que basicamente não deixava tempo para novos investimentos em energia limpa’, relatou o The Hill. ‘O Senado também está permitindo que projetos que comecem a ser construídos em 2026 recebam 60% do crédito, em 2027 recebam 20% e em 2028 não recebam crédito algum.’
A reação de Trump às disposições mais brandas do Senado foi inequívoca. ‘ODEIO CRÉDITOS FISCAIS VERDES NO GRANDE, GRANDE E BONITO PROJETO DE LEI. Eles são, em grande parte, um GOLPE gigante’, postou ele nas redes sociais. ‘Moinhos de vento e todo esse ‘lixo’ são a energia mais cara e ineficiente do mundo, estão destruindo a beleza do meio ambiente e são 10 vezes mais caros do que qualquer outra energia. Nada disso funciona sem subsídios governamentais massivos (energia NÃO DEVERIA PRECISAR DE SUBSÍDIOS!). Além disso, é quase exclusivamente fabricada na China!!! É hora de finalmente romper com essa loucura!!!’
Deixando de lado o estilo bombástico de Trump, é difícil discordar de seus principais argumentos. Ainda assim, a realidade política – legisladores preocupados com cortes de empregos em seus estados, já em andamento ou em andamento – significa que um projeto de lei final provavelmente incluirá mais subsídios por mais anos do que Trump gostaria.
Mas mesmo que não seja o ideal, o projeto de lei que sair do atual Congresso ainda representará uma reviravolta comparativa em relação aos mandatos, subsídios e créditos draconianos para alternativas que nos foram impostos pelo governo Biden. Por mais imperfeito que seja o próximo projeto de lei orçamentária, nosso futuro energético será de fato grandioso e belo em comparação com o que poderia ter sido.”
A matéria assinada por Gary Abernathy, a meu ver, dá a ele o reconhecimento de ‘dimanar’, o saber que dimana das inteligências privilegiadas. Sua caneta coloca no papel tudo o que nós, os pobres mortais, gostaríamos de escrever e falar. O pequeníssimo grupo de energias alternativas, solar e eólica, sequestra e furta recursos das demais alternativas já conhecidas e usadas, além de outras que, inevitavelmente surgirão no futuro.
Qual a origem dos subsídios? Da arrecadação dos pagadores de impostos que financiará o aumento do preço da energia que consomem. Ou seja as vítimas vão pagar duas vezes a energia que consomem. Continua a me espantar o desprezo que os promotores da ‘pornografia climática’ pela agricultura promovendo o aumento de seus custos e aumentando o preço dos alimentos que todos consumimos.
Esta postura não é novidade – “A agricultura é um ‘crime grave’, igual a ‘genocídio’, disse A fundadora do Stop Ecocide Now, Jojo Mehta às elites na reunião do Fórum Econômico Mundial de 2024 em Davos. Sua compreensão da agricultura é exemplificada pela sugestão de Michael Bloomberg de que qualquer um pode ser um fazendeiro: ‘Você cava um buraco, coloca uma semente, coloca terra em cima, adiciona água e o milho sai’” – Paulo Driessen, consultor sênior de políticas do Comitê para um Amanhã Construtivo.
*Consultor em Agronegócio.
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

