A energia é para servir a população
Gil Reis*
O mundo foi contaminado, com honrosas exceções como no caso citado no artigo de hoje, por uma pandemia da já chamada ‘pornografia climática’. Boa parte dos governantes praticam o ‘absoluto desprezo’ pelas necessidades do sofrido povo de seus países. Simplesmente seguem a desprezível política do Clube de Roma que prega que a maior arma de manipulação é a ecologia sendo o melhor meio de controle da população. O mais trágico é que tudo é comandado pelo organismo criado para proteger as nações, a ONU, que não se sabe (será que não se sabe mesmo?) quem realmente a controla.
A tal ‘pornografia climática’ é um sucesso absoluto em razão de que a maioria das pessoas adora más notícias e despreza as boas notícias. Esta, também, é uma realidade trágica e cruel. A pornografia do clima é uma política reaproveitada e lapidada nos obscuros e tenebrosos corredores da ONU, organização que há muito esqueceu da finalidade para a qual foi criada e que usa vergonhosamente as teses introduzidas pelo político americano Al Gore.
O site RealClear Energy publicou, em 3 de julho de 2025, a matéria “A Louisiana acaba de se tornar o primeiro estado santuário energético dos Estados Unidos?” Assinada por Larry Behrens, especialista em energia e Diretor de Comunicação da Power The Future. Ele já apareceu na Fox News, ZeroHedge e NewsMax defendendo os trabalhadores americanos do setor energético e que, para benefício dos leitores, transcrevo trechos.
“Enquanto estados como a Califórnia tropeçam e se autodestroem, a Louisiana está fazendo algo revolucionário: enfrentando o Green New Scam.
Em uma iniciativa que deveria inspirar todos os estados do país, a Louisiana aprovou uma lei inovadora que inverte o roteiro de mandatos fracassados em energias renováveis. Vamos chamá-la pelo que ela é: uma lei de santuário energético sensata. Em vez de obrigar famílias e empresas a pagar mais por energia não confiável de cadeias de fornecimento estrangeiras, a Louisiana agora prioriza legalmente energia acessível, confiável e produzida nos Estados Unidos. Isso não é apenas senso comum — é liderança.
O nome técnico é Lei 462, mas poderia muito bem ser chamada de ‘Lei de Independência Energética da Louisiana’, pois faz algo que nenhum Padrão de Portfólio de Renováveis (RPS) jamais fez: prioriza as famílias trabalhadoras. Ela define energia não pelo fato de atender a uma política, mas pelo fato de manter as luzes acesas e as contas baixas. De fato, a lei chega a definir energia distribuível e confiável em estatuto, determinando que a rede elétrica da Louisiana priorize fontes que estabilizem a voltagem, aumentem a potência quando necessário e evitem a dependência de “nações adversárias estrangeiras”.
Este é um ataque direto ao lobby solar e eólico apoiado pela China — e já era hora. Essa mudança de política não poderia vir em melhor hora. Novos dados mostram que os estados mais comprometidos com os Padrões de Portfólio de Energias Renováveis — Califórnia, Havaí, Massachusetts e Nova York — estão sofrendo agora as tarifas de eletricidade mais altas e de crescimento mais rápido do país. De acordo com os últimos números de junho de 2025 da Administração de Informação de Energia dos EUA e da ElectricChoice:
A tarifa de eletricidade do Havaí é de 42,34¢/kWh — impressionantes 228% acima da média nacional. Massachusetts está em 31,22¢/kWh — um aumento de 142%. E a Califórnia, o exemplo perfeito do Novo Golpe Verde, está com 30,55 centavos de dólar por kWh — 137% acima da média.
O que esses estados têm em comum? Todos eles têm mandatos RPS vinculativos e fecharam usinas de energia de combustíveis fósseis confiáveis que antes abasteciam residências e indústrias de forma acessível. Só na Califórnia, usinas como Alamitos, Potrero e Huntington Beach foram desativadas — enquanto o estado importava painéis solares e turbinas eólicas offshore de fabricação chinesa com preços subsidiados pelos contribuintes. E os resultados? Contas altíssimas, apagões recorrentes e dependência de energia intermitente que entra em colapso quando o sol não brilha ou o vento não sopra.
Enquanto isso, a Louisiana — um estado sem um RPS obrigatório e com uma matriz energética que inclui gás natural — desfruta de tarifas quase 9% abaixo da média nacional. A ela se juntam outros estados com preços acessíveis, como Dakota do Norte, Nebraska e Carolina do Sul — nenhum dos quais possui cotas obrigatórias de energia verde.
Então, sim, a Louisiana está trilhando um novo caminho, e o resto do país deve segui-lo. A mensagem da Lei de Independência Energética da Louisiana é simples: a política energética deve servir às pessoas, não a agendas políticas. Ao priorizar a acessibilidade e a confiabilidade, a Louisiana nivela o campo de atuação e força todas as fontes de energia — seja gás, carvão, solar ou eólica — a competir com base no mérito, não em mandatos.
E para as famílias trabalhadoras? Isso é sempre uma vitória. Deixem os ativistas climáticos reclamarem. Deixem o lobby da energia solar gritar. A Louisiana acaba de mostrar ao país como é a liderança energética — e começa dizendo não ao Novo Golpe Verde e sim às pessoas que realmente pagam as contas. Outros estados deveriam tomar nota. O futuro não está em perseguir unicórnios. Está em colocar o bom senso e o trabalhador americano de volta ao centro da política energética.”
Para esclarecer mais o assunto vale transcrever um pequeno trecho da obra de Michael J. Sandel: Justiça – O que é fazer a coisa certa.
“A defesa usual dos mercados sem restrições baseia-se em duas postulações — uma sobre bem-estar, outra sobre liberdade. Primeiro, os mercados promovem o bem-estar da sociedade como um todo por meio de incentivos para que as pessoas se esforcem a fim de fornecer as mercadorias que as outras desejam. (No dizer comum, frequentemente equiparamos o bem-estar à prosperidade econômica, embora bem-estar seja um conceito mais amplo, que pode incluir aspectos não econômicos do bem-estar social.) Em segundo lugar, os mercados respeitam a liberdade individual; em vez de impor um determinado valor às mercadorias e serviços, deixam que as pessoas escolham por si mesmas que valor atribuir ao que compram e vendem. Não é de surpreender que os opositores das leis contra abuso de preços invoquem esses dois argumentos usuais na defesa do livre mercado.”
O encarecimento da energia gera preços abusivos, preços estes estabelecidos e avaliados pelos próprios fornecedores. Não tenho qualquer notícia que nos informe se tais preços são avaliados por algum orgão competente levando em conta que na promoção, financiamento e subsídios os recursos utilizados são dos compradores que na realidade são os pagadores de impostos.
“Sempre é tempo de recordar que os seres humanos criaram a ‘máquina pública’, o Estado, para promover o desenvolvimento dos países traduzidos em benefícios para a população. Afinal os recursos públicos que são nada mais, nada menos que os recursos de cada um de nós, os pagadores de impostos. A ‘máquina pública’ não foi criada para se auto alimentar” – Anônimo.
*Consultor em Agronegócio
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA
