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Conselho da paz

Gil Reis*

Com a ONU fragilizada por ter se desviado do seu principal objetivo, que é promover a paz entre seus membros, e ter enveredado pela tentativa de controlar os países através de instrumentos como aquecimento global e alterações climáticas que vêm sendo desmoralizados por cientistas, que não participam do grupo de apaniguados da organização, precisava de uma mão forte que a fizesse voltar à sua verdadeira missão aí surgiu o ‘Conselho da Paz’ criado pelo presidente americano.

Vamos transcrever a matéria publicada pela Reuters, em 22 de janeiro de 2026, “Trump lança Conselho da Paz que alguns temem que rivalize com a ONU”, assinada por Steve Holland.

“Trump vê o Conselho de Paz como uma iniciativa que vai além de Gaza para abordar desafios globais. O conselho nega que tenha sido concebido como substituto das Nações Unidas. Alguns dos principais aliados dos EUA hesitam em participar, citando dúvidas sobre a ampliação do mandato. 35 países, incluindo Israel, Arábia Saudita, Turquia, Argentina e Indonésia, já se comprometeram; a Rússia está considerando aderir.

O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira seu Conselho da Paz, inicialmente concebido para consolidar o frágil cessar-fogo em Gaza, mas que ele prevê que assumirá um papel mais amplo, preocupando outras potências globais, embora tenha afirmado que trabalhará com as Nações Unidas. ‘Assim que este conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas’, disse Trump, acrescentando que a ONU tem um grande potencial que não foi totalmente aproveitado.

Trump, que presidirá o conselho, convidou dezenas de outros líderes mundiais para participar, afirmando que deseja que ele aborde desafios que vão além do instável cessar-fogo em Gaza, o que gerou receios de que isso possa prejudicar o papel da ONU como principal plataforma para a diplomacia global e a resolução de conflitos. Embora potências regionais do Oriente Médio, incluindo Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, bem como importantes nações emergentes como a Indonésia, tenham aderido ao conselho, as potências globais e os aliados tradicionais dos EUA no Ocidente têm se mostrado mais cautelosos.

Trump afirma que os membros permanentes devem contribuir com US$ 1 bilhão cada para o financiamento, e a Reuters não conseguiu identificar imediatamente nenhum representante dos governos das principais potências globais, de Israel ou da Autoridade Palestina na cerimônia de assinatura. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o foco do conselho seria garantir que o plano de paz em Gaza fosse cumprido, mas que também poderia ‘servir de exemplo do que é possível em outras partes do mundo.

PAPEL GLOBAL

Além dos Estados Unidos, nenhum outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU — as cinco nações com maior influência sobre o direito internacional e a diplomacia desde o fim da Segunda Guerra Mundial — se comprometeu a aderir até o momento. A Rússia afirmou na noite de quarta-feira que estava estudando a proposta, após Trump ter declarado que o país aderiria ao tratado. O presidente Vladimir Putin disse que Moscou estava disposta a pagar US$ 1 bilhão, provenientes de ativos americanos congelados nos Estados Unidos, ‘para apoiar o povo palestino’, segundo a mídia estatal. A França recusou o convite. O Reino Unido afirmou na quinta-feira que não participará neste momento. A China ainda não se pronunciou sobre se irá aderir.

A criação do conselho foi aprovada por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas como parte do plano de paz de Trump para Gaza, e o porta-voz da ONU, Rolando Gomez, disse na quinta-feira que o envolvimento da ONU com o conselho se daria apenas nesse contexto. A Espanha e os Estados Unidos, desde 2014, fogem de uma economia dependente do petróleo e debilitada pela má gestão. Os poucos dos países que aderiram ao conselho são democracias, embora Israel, Argentina e Hungria, cujos líderes são aliados próximos de Trump e apoiadores de sua abordagem política e diplomática, tenham afirmado que participarão.

‘Há um enorme potencial nas Nações Unidas, e acho que a combinação do Conselho de Paz com o tipo de pessoas que temos aqui… pode ser algo muito, muito singular para o mundo’, disse Trump, que há muito tempo menospreza a ONU e outras instituições de cooperação multilateral. O conselho também inclui Rubio, os negociadores americanos para Gaza, Jared Kushner e Steve Witkoff, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Cessar-fogo frágil de Gaza

Kushner, genro de Trump, afirmou que a próxima fase do acordo de cessar-fogo em Gaza abordará o financiamento para a reconstrução do território, que se encontra em grande parte em ruínas, bem como o desarmamento do Hamas, o principal grupo militante palestino em Gaza, uma das questões mais complexas e ainda não resolvidas. ‘Se o Hamas não se desmilitarizar, isso é o que vai impedir o avanço deste plano’, disse Kushner. ‘Nos próximos 100 dias, vamos continuar totalmente concentrados em garantir que isso seja implementado. Continuaremos focados em ajuda humanitária, abrigo humanitário, mas também em criar as condições para avançar.

Em um sinal de progresso em relação a elementos não resolvidos da primeira fase do cessar-fogo, o líder do comitê tecnocrático palestino, Ali Shaath, disse que a passagem de fronteira de Rafah com o Egito, principal porta de entrada para Gaza, será reaberta na próxima semana. O cessar-fogo em Gaza, acordado em outubro, tem estado instável há meses, com Israel e o Hamas trocando acusações sobre as repetidas ondas de violência nas quais vários soldados israelenses e centenas de palestinos foram mortos.

Ambos os lados se acusam mutuamente de novas violações, com Israel afirmando que o Hamas tem protelado a devolução do último corpo de um refém morto e o Hamas dizendo que Israel continua restringindo a ajuda humanitária em Gaza, apesar do desastre humanitário em curso. Cada lado rejeita as acusações do outro.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aceitou o convite para integrar o conselho, informou o gabinete do líder israelense. Facções palestinas apoiaram o plano de Trump e manifestaram apoio a um comitê palestino de transição destinado a administrar a Faixa de Gaza sob a supervisão do conselho. Mesmo com a primeira fase do cessar-fogo em declínio, a próxima etapa deve abordar questões muito mais complexas e de longo prazo que têm dificultado as negociações anteriores, incluindo o desarmamento do Hamas, o controle da segurança em Gaza e a eventual retirada israelense.”

A criação e implantação do ‘Conselho da Paz’ tenho certeza que forçará a degastada ONU a retornar ao objetivo para o qual foi criada, promover e contribuir para a paz entre os países.

“Então a menininha disse à ‘fessora’: Meu irmão acha que é uma galinha. A professora respondeu: Oh, Deus do céu! O que é que vocês estão fazendo para ajudar o pobre menino? A menininha respondeu: Nada. Mamãe diz que a gente tá precisando de ovos.” Anônimo.

*Consultor em Agronegócio

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

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