Gil Reis*
Combustíveis fósseis elemento-chave da geopolítica
Há décadas a evolução humana vem sendo sabotada pelo alarmismo climático criado por pessoas, grupos e organizações incentivadores da manutenção de uma geopolítica de favorecimento à hegemonia de uma política de controle da humanidade.
Aos poucos, os mentores do terrorismo climático vêm sendo desmoralizado. Para benefícios dos leitores sempre trago publicações internacionais como é o caso da matéria publicada, em13 de janeiro de 2026, pelo site Un Herd “O fim da energia verde. Os combustíveis fósseis ainda reinam”, assinado por Joel Kotkin, bolsista presidencial em Futuros Urbanos na Universidade Chapman e pesquisador sênior no Instituto Civitas da Universidade do Texas em Austin. Que transcrevo trechos.
“Não faz muito tempo, todos os liberais sensatos estavam certos de que os combustíveis fósseis logo se tornariam ‘ativos obsoletos’, como disse certa vez o The Guardian. Acreditava-se que as fontes de energia baseadas em hidrocarbonetos se tornariam cada vez mais inúteis à medida que o mundo entrasse em um futuro promissor de energias renováveis. No entanto, como demonstra a tomada de poder na Venezuela pelo presidente Trump, ainda há muita vida útil nesses depósitos; como lamentou recentemente a revista progressista American Prospect, o ‘império dos combustíveis fósseis’ contra-atacou.
A questão principal é que as economias bem-sucedidas ou possuem combustíveis fósseis ou precisam de fácil acesso a eles. As reservas de gás, e as receitas que geram, conferem às monarquias do Golfo Pérsico muito mais influência do que a estados árabes populosos como o Egito, que não possuem petróleo e gás. A Rússia conseguiu financiar sua invasão do leste da Ucrânia e resistir a severas sanções ocidentais graças às suas reservas de hidrocarbonetos. China e Índia buscam garantir a importação desses recursos sempre que possível, especialmente a preços vantajosos. Enquanto isso, as principais potências europeias, como Grã-Bretanha, França e Alemanha, poderiam ter um impacto muito maior do que o esperado se explorassem suas próprias e abundantes reservas de gás de xisto, mas seus governos se recusam a fazê-lo devido a fobias ambientais irracionais em relação à fratura hidráulica.
Fora da Europa, porém, o reconhecimento dos combustíveis fósseis como um elemento-chave da geopolítica põe fim a décadas de campanhas ambientalistas destinadas a incutir o medo das emissões e a promover ilusões sobre como reduzi-las. No meio acadêmico e na mídia, os dissidentes dessa narrativa, mesmo acadêmicos que aceitavam as mudanças climáticas antropogênicas, são perseguidos se não se submeterem às encíclicas do papado ambientalista.
Mas o alarmismo ambientalista não resistiu ao teste da realidade. Agora sabemos que as previsões de crises climáticas, algumas datando da década de 1970, mostraram-se exageradas ou até mesmo completamente erradas. Por exemplo, tanto a ABC quanto a NBC previram, em 2008, que Nova York estaria submersa até 2015; no entanto, na última vez que visitei minha cidade natal, ela parecia estar em terra firme. As taxas de extinção, frequentemente atribuídas às mudanças climáticas, diminuíram, e até mesmo os ursos polares continuam prosperando em temperaturas um pouco mais elevadas. A energia proveniente de combustíveis fósseis continua sendo o ‘sangue’ que vence as batalhas econômicas, incluindo o impulso para a construção de centros de dados para inteligência artificial. Por um tempo, a China aproveitou ao máximo o ressurgimento dos combustíveis fósseis, investindo desenfreadamente na construção de usinas a carvão (isso enquanto a República Popular da China investia pesadamente em tecnologias verdes). Enquanto isso, o Ocidente, incluindo os Estados Unidos sob a presidência de Joe Biden, se sabotou. Americanos e europeus sofreram. Os padrões de vida no Ocidente em processo de desindustrialização já pioraram, particularmente para a classe média. A Europa, em especial, sofreu uma década de estagnação. Os americanos, trabalhando sob o domínio conjunto do capital verde e do governo verde, também sofreram.
Mas os Estados Unidos, sob a presidência de Trump, estão seguindo em outra direção, melhor. E até mesmo alguns democratas estão acompanhando, reconhecendo a realidade geopolítica. Nos Estados Unidos, como relatou recentemente o Axios, os legisladores democratas praticamente abandonaram o Green New Deal, mesmo em meio às suas incessantes denúncias de tudo o que Trump representa. ‘Hoje’, observa Will Marshall, especialista em políticas democratas de longa data, ‘o Green New Deal parece ter caído por terra, subjugado pela gravidade inexorável da realidade econômica e política’. Entre os democratas no Congresso, as menções ao programa, outrora tão alardeado, caíram para pouquíssimas, em comparação com mais de mil citações em 2020.
Apenas 6% dos americanos consideram o clima uma das principais preocupações, uma pequena parcela daqueles que veem a inflação como seu maior problema. À medida que essas preocupações diminuíram, até mesmo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, conhecido por seu ambientalismo radical, tem implorado para que as refinarias permaneçam no estado.
O ex-presidente nigeriano Muhammadu Buhari, por exemplo, alertou que as políticas climáticas defendidas por organizações sem fins lucrativos e agências de ajuda ocidentais poderiam precipitar uma crise energética em todo o continente. O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, lançou um ataque contundente às políticas climáticas europeias em novembro de 2022, declarando ser ‘moralmente falido’ para a Europa usar combustíveis fósseis africanos enquanto nega à África o mesmo direito. Museveni acusou as nações ocidentais de impor ‘uma regra para eles e outra para nós’, enquanto esperam que a África sacrifique o desenvolvimento em prol de metas climáticas que a Europa não conseguiu cumprir.
O ‘complexo climático-industrial, como disse Bjorn Lonborg, está, bem, ficando sem energia. Mesmo antes do retorno de Trump, muitas empresas verdes, apesar dos subsídios, estavam falindo, resultado de altos custos e baixa qualidade na execução.
Em vez de arruinar a base da nossa prosperidade e as nossas esperanças para o mundo em desenvolvimento, a humanidade precisa se adaptar, assim como a nossa espécie já fez durante mudanças climáticas anteriores, muitas vezes mais drásticas. Nos próximos anos, o mundo terá que encontrar soluções para reduzir as emissões por meio de medidas práticas, como a substituição do carvão pelo gás natural e a restauração da energia nuclear. Os sucessores de Trump podem não abraçar completamente essas realidades. Mas, pelo menos no futuro imediato, os combustíveis fósseis estão de volta, para o bem ou para o mal, moldando a história da mesma forma que fizeram no último século.”
Como ser humano e articulista esclarecido, apesar de já ter sido chamado de negacionista, que não me importo, venho lutando e continuarei, contra os absurdos que tem prejudicado a evolução.
“A patifaria tem limites; a estupidez, não.” – Napoleão Bonaparte.
*Consultor em Agronegócio
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

