
Uma das principais atribuições do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas, criado pela Lei nº 13.639, sancionada pelo presidente Michel Temer em 26 de março deste ano, deve ser o fortalecimento da qualificação profissional, para que a categoria possa apoiar ainda mais a assistência técnica ao produtor rural, defende o presidente da Federação Nacional dos Técnicos Agrícolas (Fenata), Mário Limberger.
“Parte da arrecadação do conselho federal deve ir para a qualificação profissional”, propôs Mário Limberger, ao final do VI Encontro Nacional de Lideranças dos Técnicos Agrícolas, realizado de segunda (23) a quarta-feira (25) desta semana, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. A autarquia federal está em fase de estruturação e deve começar a funcionar nos próximos meses.
Segundo Mário Limberger, o apoio à capacitação profissional é estratégico para a agropecuária brasileira. “Precisamos investir na qualificação profissional porque o produtor ainda tem carência em termos de orientação técnica”, observou.
O presidente da Fenata também propôs que a nova autarquia seja mantida apenas com contribuição anual dos técnicos agrícolas, e não com a cobrança de taxa de responsabilidade técnica produtores rurais. “O setor produtivo não pode ser onerado.”
Durante o encontro, a categoria também debateu a Lei nº 13.639 e outras temas relacionados à estruturação do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas, cuja atribuição é fiscalizar, orientar e disciplinar o exercício profissional.
Homenagem a parlamentares
No encerramento do encontro, a Fenata e sindicatos e associações de 20 estados e do DF homenagearam os parlamentares que trabalharam pela aprovação do projeto de criação do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas, no Congresso Nacional.
Ao agradecer a homenagem, os senadores Waldemir Moka (MDB-MS), Valdir Raupp (MDB-RO), Cidinho Santos (PR-MT), Eduardo Amorim (PSDB-SE) e Wellington Fagundes (PR-MT) e do deputado Darcísio Perondi (MDB-RS) também reforçaram a necessidade de o conselho fortalecer a qualificação profissional.
Em pronunciamento durante a solenidade, o presidente da CNA, João Martins, igualmente destacou esse aspecto: “Não vejo como alavancarmos a agropecuária e criarmos uma classe média rural sem assistência técnica e isso só se faz com técnicos competentes, capacitados e organizados. Vocês são essenciais para transformar este país”.
