
A taxação sobre o etanol importado dos Estados Unidos e a regulação do transporte de cana-de-açúcar, a fim de conter a elevação do preço do serviço, foram defendidas pelo setor canavieiro durante a Conferência Nacional das Câmaras Setoriais e Temáticas do Mapa. As duas reivindicações atendem a área agrícola sucroenergética e a indústria.
Os pedidos foram feitos à ministra Tereza Cristina (Agricultura) pelo presidente da Câmara da Cadeia Produtiva do Açúcar e Etanol do Mapa e da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade Lima.
Segundo ele, a taxação de 20% sobre a importação do etanol dos EUA é fundamental para o setor de açúcar e álcool. “A taxa precisa ser mantida para evitar concorrência desleal com o combustível nacional.’’ Alexandre Lima enfatizou que o produto nacional não é subsidiado, como o norte-americano.
Durante a reunião, nessa segunda-feira (3), em Brasília, Alexandre Lima também falou sobre a necessidade de regulação do preço do transporte de cana. O produtor, informou, enfrenta hoje um aumento do custo de produção de cerca de R$ 5 por tonelada de cana devido à elevação do valor do frete.
O presidente da câmara setorial e da Feplana quer que o governo federal crie uma resolução do Contran para corrigir essa situação.
