
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) alerta para a urgência na liberação de caminhões tanque utilizados no transporte de leite no Rio Grande do Sul. “Tendo em vista os diversos pontos de paralisação de estradas em todo o país, indústrias de laticínios e transportadoras contratadas estão com dezenas de veículos parados em barreiras em diferentes locais do estado”, diz o Sindilat em nota divulgada nesta terça-feira (1).
Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a maior necessidade é a liberação de caminhões com leite cru ou vazios de forma a viabilizar a coleta nas propriedades rurais. Por ser um alimento vivo, o leite tem tempo máximo de 24 horas para ser coletado nos tanques resfriadores das fazendas.
“Se não resolvermos isso logo, teremos produtor rural perdendo leite”, alertou, lembrando que o setor já vem atravessando dificuldades de rentabilidade ao longo de 2022.
Outra demanda urgente do setor industrial é pela liberação de caminhões de lenha e diesel parados nas estradas do país. A lenha é essencial para manter as caldeiras das indústrias em operação.
“O que está se vendo nas estradas brasileiras é um ato contra a produção e que atinge a toda a população”, reforçou Palharini.
Desde o amanhecer de segunda-feira (31), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, inconformados com a derrota dele nas eleições do último domingo (3), vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, eleito presidente da República pela terceira vez, estão bloqueando estradas federais e estaduais. Em pronunciamento na tarde desta terça-feira, Bolsonaro afirmou que o direito constitucional de ir e vir precisa ser respeitado pelos manifestantes.
