Bloqueios de estradas preocupam cadeia produtiva do leite

Os bloqueios de rodovias pelo país têm impedido fluxos comerciais. Uma das cadeias produtivo que mais se preocupam com a interrupção do trânsito é a leiteira, por causa da perecibilidade do leite cru, matéria-prima dos laticínios e de grande parcela dos lácteos.
De modo geral, colaboradores do Cepea indicam que os bloqueios impactaram negativamente as atividades em todas as regiões – sobretudo entre segunda-feira (31) e quarta-feira, 2.
A captação do leite pelos laticínios junto às fazendas foi menos afetada do que o transporte dos derivados lácteos aos canais de distribuição – uma vez que em muitos locais foi possível se utilizar de vias vicinais para a coleta nas propriedades.
Agentes de mercado consultados pelo Cepea relataram dificuldades em assegurar a coleta do leite cru nos entrepostos de resfriamento e fazer o transporte até as indústrias.
Atraso na recepção de leite cru nas indústrias
Eventualmente, os bloqueios cederam passagem para as cargas perecíveis, sobretudo à noite, mas, em geral, houve atraso na recepção do leite cru nas indústrias e as perdas foram pontuais.
Os bloqueios prejudicaram mais intensamente a logística dos produtos já processados, com cargas represadas em diversas rodovias no início desta semana. As paralisações também impediram o retorno dos caminhões vazios para serem usados em viagens posteriores.
Todas as indústrias relataram problemas nas negociações junto aos canais de distribuição. O maior ponto de atenção é Santa Catarina. Ainda assim, agentes do setor não acreditam que os bloqueios tenham força para provocar desabastecimento ou alterações bruscas nas tendências de mercado.
Nessa quinta-feira (3), as atividades estão menos tumultuadas. Apesar de ainda haver atrasos em alguns pontos, na maioria dos casos, os agentes de mercado já consideraram as atividades próximas da normalização.

