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A guerra oculta que põe em risco à segurança alimentar global  

Gil Reis*

Felizmente existem articulistas que, ao contrário da mídia ocidental, não dependem do patrocínio dos poderosos que controlam e manipulam o noticiário e podem gritar a cada instante ‘o rei está nu’. Tais articulistas conseguem romper o véu da enganação que impede a visão nítida de todos para o que vem ocorrendo no dito mundo ocidental, composto por aqueles 10% da humanidade que ainda se acham, pretensiosamente, os ‘todos poderosos’, que querem controlar as nossas vidas e comandam a ONU. Ao contrário do que pregam “os todos poderosos”, os grandes inimigos da humanidade e do planeta não somos nós, mas eles próprios, que desconhecem limites e só pensam em suas finanças.

A situação está ficando escandalosa, os ditos poderosos desconhecem totalmente a revolução ocorrida na alimentação dos seres humanos. A revolução ocorreu entre os séculos XIX e XX com o aprimoramento da produção de alimentos e um melhor acesso aos mais pobres. A dieta casada e equilibrada entre as proteínas animais, grãos e demais produtos agrícolas alterou completamente o nosso ciclo de vida, nos ensejando mais saúde e longevidade. Todavia, tal evolução alimentar não satisfaz os poderosos em seus objetivos para a redução da população humana.

Começa a crescer o movimento para que mudemos a nossa alimentação. Quem relata isso é Marc Morano em uma longa matéria publicada no dia 7 de abril deste ano no site CFACT, intitulada ‘A grande redefinição da comida’. Transcrevo trechos:

“A segurança alimentar da América está sendo ameaçada pelas forças da Grande Reinicialização liderada pelo Fórum Econômico Mundial em Davos e sob o domínio da Agenda 2030 de ‘desenvolvimento sustentável’ das Nações Unidas. ‘Biden diz esperar escassez real de alimentos devido à Guerra da Ucrânia’, bradou uma manchete da Bloomberg News em 2022. ‘Vai ser real’, afirmou Biden. A ONU estimou que 2,3 bilhões de pessoas sofrem de fome grave ou moderada em todo o mundo.

Durante uma audiência do Comitê de Apropriações da Câmara, o deputado Dan Newhouse (R-WA) observou que ‘a tendência atual nos EUA está nos levando à criação de um monopólio de terras agrícolas de propriedade chinesa’. Mas não se preocupe, a China tem concorrência para devorar as terras agrícolas dos EUA. A busca pelo monopólio da terra chinesa está sendo desafiada por Bill Gates. A agenda de carne falsa de Gates pode transformar a agricultura americana. ‘Todos os países ricos devem mudar para carne 100% sintética’, insistiu Gates.

‘Agricultores [estão sendo] transformados em arrendatários’ à medida que Gates se torna o ‘maior proprietário de terras agrícolas do país’, usando ‘uma rede de pelo menos 22 empresas de fachada de responsabilidade limitada’, relatou a NBC News em 2021.

‘Jovens agricultores’ estão ‘enfrentando esses investidores bilionários…. Quem pode competir com nomes como Bill Gates, certo? Cada vez mais vemos os agricultores se transformarem em arrendatários’, explicou a repórter de tecnologia April Glaser, observando que mais terras agrícolas podem ser ‘devoradas por uma classe de investidores’. ‘Bill Gates não é aquele de macacão’, apontou Glaser. ‘Não é ele que está no trator fazendo a lavoura. Ele é o senhorio aqui’.

A questão paira: China ou Bill Gates, quem é mais uma ameaça para a América? O Fórum Econômico Mundial está tão ansioso para promover a ‘carne’ sintética que está divulgando várias maneiras de imprimir até 6 quilos de carne falsa por hora. Como parte dessa nova redefinição da Grande Dieta coagida, o WEF tem defendido a ingestão de insetos para salvar o planeta. O grupo com sede em Davos explicou: ‘Por que podemos estar comendo insetos em breve’. O redator sênior do Fórum Econômico Mundial, Sean Fleming, explicou: ‘O mercado global de insetos comestíveis pode crescer para US$ 1,18 bilhão até 2023. Isso é quase o triplo do nível atual’.

Os ditos poderosos desconhecem totalmente a revolução ocorrida na alimentação dos seres humanos”

De acordo com Fleming, ‘por quilo de peso vivo, os insetos emitem menos gases nocivos do que os animais de fazenda mais comuns. Uma vaca, por exemplo, produz 2,8 kg de gases de efeito estufa por quilo de peso vivo. Os insetos, por outro lado, produzem apenas 2 gramas’, afirmou o WEF. Nosso futuro está sendo planejado por nossos senhores, carregue comendo insetos para salvar o planeta! É um futuro que acontecerá apenas se permitirmos.

O New York Times simpatiza com a redefinição de alimentos. O jornal elogiou a inflação como uma forma de ‘impulsionar uma mudança bem-vinda para o planeta’ ao ‘ajustar o que comemos para salvar nossos bolsos e nosso planeta’. A jornalista de cultura e estilo de vida Annaliese Griffin escreveu no New York Times em 2 de junho de 2022: ‘A inflação tem o potencial de gerar mudanças bem-vindas para o planeta se os americanos pensarem de maneira diferente sobre a maneira como comem’.

‘A mudança climática motivou alguns a comer menos carne que consome menos recursos e mais vegetais, grãos e legumes, mas esse movimento não atingiu a escala necessária para trazer a mudança necessária – ainda’, escreveu Griffin. Ela acrescentou: ‘A inflação resultante do custo de combustível e ração, juntamente com a desaceleração da cadeia de suprimentos, pode tornar os substitutos da carne mais acessíveis em relação às carnes tradicionais de criação industrial. Historicamente, o custo tem sido uma força poderosa que mudou a dieta dos americanos’.

Vladimir Lenin teria dito uma vez ‘quanto pior, melhor’ ou ‘quanto pior, melhor’ para animar o caos e a destruição da ordem existente para impor sua ideologia. Ator e agora ativista anti-Great Reset, Russell Brand denunciou eloquentemente as forças que tentam reiniciar nossas vidas e alimentos, declarando que estão querendo destruir pessoas comuns. ‘Você precisa reconhecer que a agricultura orgânica não é o ponto final desejado’, explicou Brand. ‘O deslocamento das pessoas é o ponto final desejado. O desempoderamento dos agricultores – a falência dos agricultores é o ponto final desejado’, enfatizou Brand. Não se enganem: o que estamos testemunhando globalmente e nos EUA é uma guerra contra a civilização moderna. O Fórum Econômico Mundial, a ONU e a Organização Mundial da Saúde buscam nada menos que controlar os humanos.

Você é a poluição que eles querem eliminar. Um estudo de 2022, divulgado pela Scientific American, afirmou que ‘Comer muita proteína faz (humano) urinar um poluente problemático nos EUA’ e, portanto, ‘pode contribuir para o aquecimento’. A Scientific American explicou: ‘Nos Estados Unidos, as pessoas comem mais proteína do que precisam’. A ‘ureia pode se decompor para formar gases de nitrogênio oxidado. Esses gases chegam à atmosfera, onde o óxido nitroso (N 2 O) pode contribuir para o aquecimento via efeito estufa e os óxidos de nitrogênio (NOx) podem causar chuva ácida’, diz a revista.”

Não vou me alongar comentando, porque a matéria fala por si. Deixo a cargo dos leitores a reflexão sobre o que está sendo revelado.

Há milhares de anos, Hipócrates já afirmava: “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”. O equilíbrio na dieta é um dos motivos que permitiu ao homem ter vida mais longa neste século.

O Fórum Econômico Mundial e a ONU, tampouco Bill Gates, não desconhecem isso, mas apostam no desequilíbrio para manter o poder global e o lucro dos seus negócios.

*Consultor em Agronegócio

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

 

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