Gil Reis*
Não é a primeira vez que levo aos meus leitores um pouco dos caminhos da humanidade, a luta pela sobrevivência e a resiliência dos seres humanos para sobreviver em um planeta que, até hoje, continua em formação. O nosso tempo de vida é tão curto, um piscar de olhos no processo de criação e transformação, que não conseguimos perceber as mudanças no universo, nas galáxias e nos sistemas planetários. Como diz a matéria produzida pela IA. Felizmente somos uma espécie que recentemente, alguns poucos milhares de anos, aprendeu a arte da escrita e registrou alguns momentos de sua própria história.
Incorporei, recentemente, como fonte das minhas pesquisas a Inteligência artificial e transcrevo trechos produzidos por IA.
“O Passado Épico da Humanidade: Como Saímos da Savana e Viramos Donos do Planeta.
Se a história da Terra fosse um filme de 24 horas, os humanos só aparecem nos últimos 4 segundos. Mais que 4 segundos. Em 7 milhões de anos, saímos de primatas assustados na África para a única espécie que escreve sobre a própria origem. Isso não foi sorte. Foi uma mistura de acaso, teimosia e três revoluções que mudaram o jogo. Este é o nosso passado épico. O Upgrade de Ficar de Pé: 7 a 4 Milhões de Anos Atrás
Tudo começa quando alguns primatas descem das árvores. O Sahelanthropus tchadensis, há 7 milhões de anos, já tentava andar em duas pernas. Andar ereto é arriscado. Você fica lento, exposto, com a barriga vulnerável. Mas ganha duas coisas: mãos livres e visão de longo alcance. A Lucy, uma Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos, prova que deu certo. Com 1,10m de altura e cérebro do tamanho de uma laranja, ela já era bípede. Andar por horas virou nossa primeira tecnologia. Viramos os maratonistas da savana. A gente não vencia na velocidade. Vencia no cansaço. Perseguíamos presas até elas colapsarem de exaustão. É a caçada por persistência. Mãos livres significam carregar filhotes, comida, pedras. Significam que o cérebro pode investir em coordenação fina. O corpo mudou primeiro. A mente veio depois. A Revolução do Fogo e da Cozinha: 2,5 Milhões a 300 Mil Anos Atrás
O gênero Homo nasce quando a gente quebra a primeira pedra. O Homo habilis cria ferramentas há 2,5 milhões de anos. Lascas afiadas para cortar carne e quebrar ossos atrás de tutano. Carne é proteína e gordura. É energia densa. Cérebro é um órgão caro. O seu consome 20% da sua energia todo dia. Sem dieta de alta qualidade, nunca teríamos bancado um córtex grande. O Homo erectus leva isso ao próximo nível. Há 1,9 milhão de anos ele domina o fogo. E domina a viagem. É o primeiro humano a sair da África e colonizar a Ásia e a Europa. Fogo é proteção, calor e, principalmente, cozinha. Alimento cozido é pré-digerido. Você gasta menos tempo mastigando e absorve mais calorias. As horas que antes eram gastas comendo viram tempo livre para socializar, ensinar e criar. O resultado aparece no crânio. O cérebro do erectus é o dobro do da Lucy. Ele cria o machado de mão Acheulense, uma tecnologia tão eficiente que fica quase idêntica por 1 milhão de anos. Na evolução, o chato funciona. Sobreviver não exige inovação constante. Exige repetir o que dá certo. Um Mundo com Vários Humanos: 500 a 40 Mil Anos Atrás
Aqui vem o plot twist que a escola esquece de contar. Por muito tempo, não existia ‘o humano’. Existiam ‘os humanos’. Plural. Na Europa, os Neandertais. Corpos feitos para o frio, narizes grandes para aquecer o ar, cérebros até maiores que os nossos. Eles enterravam os mortos, faziam arte, cuidavam de membros do grupo que não podiam caçar. Na ilha de Flores, na Indonésia, o Homo floresiensis de 1 metro de altura. Nas cavernas da Sibéria, os Denisovanos, que só conhecemos pelo DNA de um dedo mindinho. Nós, Homo sapiens, surgimos na África há 300 mil anos. Por 200 mil anos, fomos só mais uma espécie comum. Usávamos as mesmas ferramentas que os Neandertais. Morávamos nos mesmos tipos de lugar. Nada indicava que dominaríamos o mundo. A Revolução Cognitiva: O Update de 70 Mil Anos Atrás
Então algo muda. Os arqueólogos chamam de revolução cognitiva. De repente, surgem colares, pinturas em cavernas, rituais de enterro complexos, agulhas de osso, redes de troca que levam conchas por 300 km. O que aconteceu? Desbloqueamos a ficção. Começamos a acreditar em coisas que não existem fisicamente: tribos, deuses, honra, futuro depois da morte. Uma história une estranhos. Chimpanzés cooperam se todo mundo se conhece. Sapiens cooperam aos milhares porque acreditam na mesma narrativa. Enterrar um morto com armas e comida significa que você imagina um pós-vida. Significa que você pensa no amanhã. Significa que você conta histórias. A linguagem complexa nos deu fofoca para criar alianças, planejamento para caçadas elaboradas e mitos para organizar grupos gigantes. Um Neandertal vencia um sapiens na briga. Cinquenta sapiens organizados venciam qualquer bando de Neandertais. Nossa arma secreta nunca foi a força. Foi a conexão. A Grande Diáspora e o Fim dos Primos: 70 a 40 Mil Anos Atrás
Entre 70 e 50 mil anos atrás, um grupo pequeno de sapiens deixa a África. Talvez só mil pessoas. Eles encontram um planeta já ocupado. Em 30 mil anos, todas as outras espécies humanas somem. Só nós ficamos. Não foi só guerra. Foi uma mistura de competição, clima e absorção. Os Neandertais eram especialistas no frio europeu. Quando o clima mudou rápido há 40 mil anos, as florestas que eles conheciam sumiram. Nós, generalistas com tecnologia leve, redes de troca e roupas costuradas, nos adaptamos melhor. E teve romance no meio do caminho. Se você não tem ancestralidade 100% africana, entre 1% e 4% do seu DNA é Neandertal. Populações da Ásia e Oceania carregam DNA Denisovano. Nós não exterminamos todos. Nós incorporamos parte deles. Somos um mosaico de primos extintos. O Legado da Savana no Século 21
Há 12 mil anos inventamos a agricultura. Trocamos a vida nômade por fazendas e cidades. A partir daí, tudo acelera: escrita, impérios, ciência, internet. Mas biologicamente isso foi ontem. Você deseja açúcar e gordura porque eram raros e vitais. A paixão por histórias é o mesmo software que fazia a tribo inteira parar para ouvir o ancião na fogueira. Conclusão: A Espécie que Conta a Própria História
A evolução não tem meta. Não existe ‘mais evoluído’. Existe ‘melhor adaptado para agora’. Nós demos sorte e fizemos boas escolhas coletivas. Somos a única espécie que enterra seus mortos com carinho, que olha para um osso de 3 milhões de anos e chama de ‘vó Lucy’, que manda sondas para fotografar Plutão. Viemos do pó das estrelas, passamos pela árvore, pela pedra, pelo fogo e pela palavra. O passado épico não é sobre virar super-humanos. É sobre entender que cada parte sua tem história. Seu polegar, seu medo de escuro, sua vontade de pertencer. Tudo foi testado por milhões de anos. E a saga continua. Agora o capítulo é seu.”
Fica muito claro que elementos importante na evolução humana são a conexão com outros seres humanos que eu chamo de ‘capital social’ e o conhecimento.
“Os conhecimentos de uma era são encarados como verdades definitivas e perenes, ledo engano a história nos mostra que tais conhecimentos sempre são suplantados pelos de eras futuras na medida que a humanidade evolui” – um anônimo.
*Consultor em Agronegócio
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

