
O Sindilat do Rio Grande do Sul defende a adoção de medidas compensatórias que ajudem o setor lácteo a enfrentar a concorrência com os importados que ingressarão no país em decorrência do recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Para o sindicato, o tratado de livre comércio agrava a situação dos produtores e dos laticínios, que vêm enfrentando dificuldades há tempo.
“Sabemos da importância dos acordos para melhorar a estrutura econômica do país, mas entendemos que ainda não estamos preparados para certas ações. Precisamos ter medidas compensatórias até que sejamos competitivos o suficiente”, disse, durante a Expointer, em Esteio (RS), o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, enfatizando o mercado nacional sofrerá, além da concorrência com os países do Mercado, o impacto dos itens europeus.
O assunto foi debatido em audiência pública promovida pelo Senado nessa sexta-feira (30/8), na Expointer. A reunião foi requerida pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acredita que o país colherá em breve os frutos desse novo acordo.
Segundo o secretário da Agricultura do RS, Covatti Filho, o acordo representa uma abertura econômica para o Brasil, mas vem sendo analisado criteriosamente. “O acordo é positivo, mas com algumas ressalvas. Temos dois setores profundamente afetados: o leite e vinho. Por isso, a tensão e as discussões são necessárias e precisam ser amplamente debatidas.”
“Essa é uma grande oportunidade de aumentar a competitividade de setores que hoje não são competitivos”, enfatizou o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, ao defender a abertura das negociações.
