
A relação entre o governo Bolsonaro e uma das suas principais aliadas, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), passa por um momento delicado. Não de rompimento, mas distanciamento crítico, reflexo do descontentamento com a falta de apoio do Palácio do Planalto aos pleitos do setor, conforme a FPA.
A bancada ruralista vai endurecer a relação com o governo por causa da redução de recursos previstos para a agropecuária no Orçamento de 20202 e da falta de apoio a projetos no Congresso considerados prioritários para o setor, informa o site do Estadão neste sábado 7.
“Seremos muito mais exigentes no trato com o governo. A bancada dá sustentação política e tem de ter o respeito que merece. Vamos subir o volume da nossa voz para exigir do governo decisões que defendemos”, disse ao Estadão o presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS).
“Isso já começa com o Orçamento”, anunciou o comandante do colegiado, aliado de Bolsonaro desde a campanha eleitoral. Com 247 deputados e 40 senadores, a bancada ruralista foi um dos pilares da eleição de presidente, destaca a reportagem.
Moreira, segundo o Estadão, considera inadmissível a redução de recursos para o Ministério da Agricultura em 2020. Só na Embrapa, observa o site, o corte é de quase metade do que foi destinado em 2019 – a proposta orçamentária do governo destina R$ 1,982 bilhão à estatal no próximo ano, queda de R$ 1,732 bi sobre o valor aprovado para este ano, de R$ 3,634 bi.
“Ou eu apoio o governo, estou no seu campo de construção, faço crítica e busco soluções internas, ou saio para rua e faço o discurso da oposição. Vou continuar apoiando, mas vamos ter claramente opiniões críticas em relação a vários temas”, afirmou Moreira ao Estadão.
Ainda de acordo com o site, o afastamento do grupo em relação a Bolsonaro também tem como pano de fundo o ritmo lento que projetos de interesse do setor agropecuário tiveram no Congresso neste ano.
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