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Mapa apresenta ações em estudo para apoiar o setor de leite

Tereza Cristina mantém diálogo permanente com a base produtora do setor de leite – Foto: Carlos Silva/Mapa

Da redação//AGROemDIA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou aos representantes dos movimentos Construindo Leite Brasil, Inconfidência Leiteira, Aliança e Ação/Aproleite Goiás e União e Ação, nesta semana, as medidas que está estudando para atenuar a crise vivida pela cadeia leiteira. A apresentação ocorreu após a base produtora manifestar, em reportagem publicada pelo AGROemDIA (clique aqui e aqui para acessá-la), descontentamento com o encaminhamento das pautas que vem debatendo com o Mapa para socorrer o setor. 

Entre as propostas em estudo no Mapa, estão o seguro para silagem de milho, sorgo e outros; a desoneração de PIS/PASEP da COFINS para insumos utilizados na ração e suplementos minerais de bovinos; a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de máquinas e equipamentos usados na atividade leiteira; e ampliação das avaliações de biossegurança para importação de milho de países exportadores, especialmente do USA (leia, abaixo, as relações das ações em avaliação no Mapa e daqueles que já foram implementadas).

“Minha percepção da nossa última reunião com a ministra Tereza Cristina e a equipe técnica do Mapa foi muito positiva”, diz o produtor gaúcho Rafael Hermann, uma das lideranças do Movimento Construindo Leite Brasil, referindo-se à apresentação das ações em estudo – ou já implementadas – pelo Mapa para apoiar a cadeia leiteira. “Notamos que há medidas em andamento. Isso nos deixa com bastante esperança, porque a situação que vivemos hoje é a pior dos últimos anos.”

Rafael Hermann avalia que o fundamental para o setor leiteiro seria criar, no Plano Safra 2021/22, que deve ser anunciado na metade do ano, uma linha de financiamento para o milho destinado à produção de silagem e para pastagem de verão e inverno, com cobertura de seguro rural. “Isso seria o ideal para a cadeia leiteira.”

Outra proposta é incluir o crédito de retenção de matrizes no próximo Plano Safra, com um prazo mais alongado, carência e juros adequados. Hoje, esse financiamento tem prazo de dois anos. “O atual formato do crédito de retenção de matrizes não foi bem aceito pelos produtores, porque o prazo de pagamento é muito curto.”

Na avaliação de Rafael Hermann, Tereza Cristina tem tido boa vontade com a cadeia leiteira, embora tenha deixado claro nem tudo o que está em discussão poderá ser alcançado. “Temos certeza de que juntos com a ministra tentaremos conseguir as melhorias possíveis para apoiar o setor, um dos mais sofridos da agricultura brasileira.”

“A ministra tem demonstrado sensibilidade com as pautas dos movimentos da base produtora e feito uma interlocução permanente conosco. Temos apresentado propostas para quebrar paradigmas nas relações comerciais entre os elos da cadeia, plano de Estado e ações emergenciais, considerando o contexto da crise mundial e os desafios e riscos que temos à frente”, reforça o produtor Marco Sérgio Batista Xavier, de Cromínia (GO).

A última reunião dos produtores com Tereza Cristina e a equipe técnica do Mapa contou com a participação da deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

MEDIDAS EM ESTUDOS OU JÁ IMPLEMENTADAS PELO MAPA

 

 

 

 

 

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