Produtores de arroz do sudoeste do TO têm perdas de R$ 80 milhões com enchente

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Foto: Defesa Civil/TO

As inundações no sudoeste do Tocantins, provocadas pelas intensas chuvas dos últimos dias, já causaram prejuízo de pelo menos R$ 80 milhões aos produtores de arroz da região, maior polo de produção do cereal irrigado no estado. Os moradores daquela parte do TO, especialmente os índios da aldeia Krahô, também estão sofrendo com os alagamentos decorrentes da elevação do nível da bacia dos rios Tocantins e Araguaia.

O governo do estado decretou situação de emergência, nessa terça-feira (27), em seis municípios do sudoeste tocantinense: Cristalândia, Dueré,  Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão, Pium e Santa Rita do Tocantins. A medida visa a dar segurança jurídica aos orizicultores, a fim de que possam renegociar as dívidas com instituições financeiras caso não tenham condições de pagá-las em razão dos prejuízos da enchente.

A Defesa Civil do TO informa a que situação na região está sob controle, embora haja risco aos moradores da aldeia indígena, perto de Lagoa da Confusão. Por isso, já entrou em contato com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e Secretaria Estadual de Assistência Social para tomar medidas emergenciais para socorrer os indígenas da etnia Krahô.

Mobilização dos arrozeiros

Os arrozeiros já se mobilizaram para tentar impedir que as perdas aumentem e para recuperar a rede viária, o que permitirá o escoamento da safra de arroz irrigado e a manutenção do abastecimento dos seis municípios – próximos à Ilha do Bananal –, que em outubro de 2017 enfrentaram forte estiagem, com a morte de bovinos e jacarés por falta de água.

Em entrevista nesta quinta-feira (1º) à rádio CNB-TO, o superintendente da Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), Carlos Maciel Milhomem, comentou as ações dos arrozeiros: “Os produtores já estão trabalhando em uma séria de obras para recuperação de estradas, pontes e drenos para que as lavouras ainda possam ter condições de produzir alguma coisa”.

De acordo com Milhomem, o esforço objetiva atenuar os prejuízos aos produtores, hoje estimados em R$ 80 milhões só com a quebra da safra na cultura do arroz, e à população de Lagoa da Confusão e dos outros cinco municípios.

Já o prefeito de Lagoa da Confusão, Nélson Moreira, esclareceu que ainda não foi possível calcular as perdas totais para o município. “Estamos aguardando o relatório da Defesa Civil”, disse à CNB-TO. Segundo ele, uma força-tarefa entre os seis municípios e o governo estadual está sendo criada para recuperar a região.

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