Deputado gaúcho atribui nova confusão com travestis à “baixa política”

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Foto: Reinaldo Ferrigno/Câmara dos Deputados

Uma armação típica da “baixa política”. Assim, o deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP-RS) se manifestou, em sua conta numa rede social, sobre o tumulto protagonizado por dois travestis, na última sexta-feira (22), em frente ao prédio onde ele reside, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Aos gritos, eles cobravam do parlamentar o pagamento de um programa. Há uns cinco anos, José Otávio Germano esteve envolvido em outro caso parecido, na área central de Brasília, quando dois travestis igualmente fizeram escândalo cobrando por um programa.

“Fui vítima de grosseira tentativa de extorsão”, diz o deputado em texto publicado na sua página no Facebook (leia abaixo). José Otávio Germano também atribui à confusão a “oportunistas” que estariam interessados em denegrir sua imagem diante da opinião pública. “Minha resposta, a partir de agora, será estar mais alerta a tais tipos de armação.” Mostrando-se surpreendido com a repercussão do caso, o parlamentar promete redobrar o trabalho para mostrar o propósito que o move como homem público.

A confusão feita pelos travestis em frente ao prédio de uma rua pacata do bairro Petrópolis – tradicional endereço da classe média porto-alegrense – foi resolvida com a chegada de uma patrulha da Brigada Militar. Segundo o site GaúchaZH, para pôr fim à gritaria, um PM foi até o apartamento de José Otávio Germano. Na volta, relatou o site, o policial disse que o deputado pagaria a dívida.

Ainda conforme GaúchaZH, o PM contou que o parlamentar estava “muito alterado.” Pouco depois, o mesmo policial militar retornou à residência de José Otávio Germano e trouxe no bolso R$ 2,5 mil, em notas de R$ 100 e R$ 50. O dinheiro foi entregue aos travestis. Na nota, o deputado não explica por que cedeu ‘a extorsão.

“Após alguns minutos de conversa com os PMs, as transexuais aceitaram ir embora mediante a promessa de que o restante da suposta dívida será pago em breve. Uma delas mostrou à reportagem mensagens de celular em que o deputado a chamava para o seu apartamento no começo da manhã desta sexta”, relatou GaúchaZH.

A Brigada Militar abriu sindicância para apurar por que os três PMs intermediaram o pagamento do programa que os dois travestis estavam cobrando.

O parlamentar é réu em duas ações penais da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Por conta dos processos, dirigentes do PP já apresentaram um pedido à direção estadual do partido pedindo que José Otávio Germano não concorra nas eleições de outubro.

Nota do parlamentar

“Surpreendido com a repercussão recebida por um episódio onde fui vítima de grosseira tentativa de extorsão, sinto-me no dever de prestar esclarecimentos aos gaúchos que me conhecem e acompanham minha trajetória pública.

Os diálogos registrados através de mensagens apenas confirmam a minha disposição de sair desse assunto, ao identificar que se trata de armação com evidente propósito de denegrir minha imagem pública.

Vivemos um momento de pré-julgamentos definitivos, nas mídias e nas redes sociais, especialmente, em episódios que envolvam agentes políticos.

Desejo por esta razão, ao reiterar minha isenção nesse episódio, ao mesmo tempo pedir desculpas pelo constrangimento que este fato possa ter causado a meus familiares, minhas filhas, aos amigos e a todos que acreditam no meu trabalho.

Minha resposta a partir de agora, será estar mais alerta a tais tipos de armação, típicas da baixa política praticado por pessoas inescrupulosas, é redobrar meu trabalho como forma de demonstrar definitivamente o propósito que me move como homem público e representante de significativa parcela do povo gaúcho, junto ao Congresso Nacional.

Ainda, sobre o fato ocorrido, deixo claro que se trata de oportunistas interessados em denegrir minha imagem diante da opinião pública, pois, no dia 12 de junho, às 19h26min, recebi mensagens ameaçadoras com teor idêntico ao colocado em prática a frente da minha residência. Reproduzo abaixo textos que recebi e tornarei público apenas dois, quando dizia o texto:

“3.5 é o número que eu ou alguém vai gritar por mim aí na frente do teu prédio.”

“Só vou parar quando tu avisar o porteiro que o dinheiro está na conta.”

Quanto ao conteúdo das ameaças que recebi, já o encaminhei ao meu advogado para que seja tomado as medidas necessárias para identificar e responsabilizar o autor.

Embora esteja muita triste com isso, reitero que durante minha vida toda tive que passar por desafios e provações, essa é mais uma, e com a benção de Deus superarei, pois a verdade sempre prevalecerá.”

AGROemDIA

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