PIB do agronegócio cresce 1,15% no acumulado de janeiro a outubro de 2019

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Foto: Juliana Sussai/Embrapa

O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 1,15% no acumulado de janeiro a outubro de 2019, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Esse resultado segue atrelado à expressiva alta de 13,09% no ramo pecuário no acumulado do ano passado, tendo em vista a queda de 3,24% no agrícola.

Segundo pesquisadores do Cepea, o PIB do ramo agrícola continuou pressionado especialmente pela queda dentro da porteira. A renda do segmento primário agrícola tem sido prejudicada por quedas de preços na comparação anual para diversos produtos (como algodão, café, mandioca, milho e soja) e pelo aumento dos custos de produção, apesar das boas safras de culturas como milho, algodão, laranja, banana e mandioca.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar da queda do PIB do segmento no período, houve melhora do cenário e crescimento em outubro. O bom resultado da agricultura em outubro, por sua vez, se deve aos avanços nos preços do milho e da soja e a um reajuste positivo expressivo realizado pela Conab para a produção anual de cana-de-açúcar.

pib do agro MC janeiro outubro 2019

Ramo pecuário

Quanto ao ramo pecuário, seguindo a tendência dos meses anteriores, continuou crescendo significativamente, acumulando alta em todos os segmentos no período.

Conforme pesquisadores do Cepea, a ocorrência da PSA em países asiáticos e o consequente forte aumento das importações chinesas de carnes suína, bovina e de aves têm favorecido as cadeias pecuárias brasileiras. Além de impulsionar os preços, o bom desempenho das exportações tem estimulado também a produção, dentro e fora da porteira. Como os casos da PSA foram duradouros até o final de 2019, os seus efeitos devem continuar impulsionando o PIB nos próximos meses.

Insumos

O segmento de insumos foi o principal responsável pela alta em 10 meses no ano passado, com expansão de 7,19%, puxado principalmente pelos defensivos, fertilizantes, rações e medicamentos, que aumentaram a produção e tiveram melhores preços e faturamento, pontua a CNA.

Também houve crescimento nos serviços (2,88%) e na agroindústria (2,76%), acrescenta a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

 

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