Demanda firme e dólar valorizado sustentam cotações do café em 2020

Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

O ano de 2020 foi marcado por preços elevados dos cafés arábica e robusta. No primeiro semestre, as cotações foram sustentadas por incertezas quanto à oferta de café. Naquele período, além da menor produção de arábica de 2019/20, a pandemia de coronavírus trazia preocupações relacionadas à logística mundial, e alguns países, como a Colômbia, tiveram problemas de mão de obra para colheita. Do lado da demanda, o cenário de incertezas também impulsionou as compras para “estocagem” de produtos, favorecendo especialmente as vendas de robusta.

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Já na segunda metade do ano, apesar da pressão inicial da colheita de uma safra 2020/21 elevada no Brasil e das preocupações quanto ao consumo, devido ao fechamento de bares, restaurantes e cafeterias, os preços domésticos foram sustentados pela elevação do dólar frente ao real e pela demanda ainda firme. O clima desfavorável (seca e calor) até meados de outubro e seus possíveis impactos sobre a próxima temporada (2021/22) reforçaram as altas nos preços (tanto em reais como em dólares), sobretudo do arábica.

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Do Cepea

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