Mercado de drones agrícolas dispara após ser regulamentado pelo Mapa
O mercado de drones agrícolas, usados principalmente para pulverização aérea, deu um salto a partir de 2021, quando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 298, regulamentando o uso. Naquele ano, estimava-se a venda de 3 mil drones, e hoje calcula-se que existam 35 mil unidades em operação, segundo o consultor Eugênio Schroder.
No dia 6 deste mês de junho, o Mapa anunciou, em São Paulo, que um novo decreto e uma nova portaria devem ser publicados em breve. “Os drones evoluíram e a legislação precisa acompanhar”, explicou Uéllen Colatto, auditora fiscal federal agropecuária e chefe da Divisão de Aviação Agrícola do ministério.
De acordo com ela, duas audiências públicas foram realizadas, e a proposta do novo decreto já está sendo direcionada à Casa Civil. Após a assinatura pela Presidência da República, o Mapa deve publicar novas portarias, com regras específicas e atualizadas.
Outra novidade deve ser a substituição do sistema Sipeagro pelo novo SDA Digital, mais moderno e eficiente, destinado ao credenciamento das entidades de ensino e à certificação do corpo técnico de aviação agrícola.
Um dos grandes desafios desse mercado é o combate à clandestinidade. A Portaria 298, de 2021, exige que os profissionais que utilizam drones de pulverização e aplicação de insumos façam um curso preparatório e que os operadores se cadastrem no Mapa. No entanto, até esta semana, apenas 2.618 aeronaves remotamente pilotadas estavam cadastradas para pulverização.
Uma das maiores vantagens do uso de drones com essa finalidade é a precisão na aplicação de produtos químicos nas áreas delimitadas. Além disso, eles são viáveis para qualquer tamanho de propriedade. “Os drones são democráticos, pois atendem grandes, médias e pequenas lavouras”, disse Eugênio.
Foto: Wenderson Arauj/Trilux/CNA/Divulgação
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