DF: Hospital Veterinário Público distribui senhas das 8h às 10h, a partir de segunda

Hospital Veterinário Público inicia atendimentos em Brasília
Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

A partir de segunda-feira (9), as senhas para atendimento no Hospital Veterinário Público do Distrito Federal, no Parque Largo do Cortado, em Taguatinga, serão entregues das 8h às 10h. Casos de emergência serão atendidos até as 15h, sempre de segunda a sexta-feira.  O dono do animal precisará apresentar CPF, carteira de identidade e comprovante de residência em seu nome.

As instalações do Hospital Veterinário Público do DF foram entregues nessa quinta-feira (5) à organização da sociedade civil que se encarregará da gestão do local. Os profissionais da Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) iniciaram os primeiros atendimentos já nessa quinta.

Uma das primeiras pacientes foi a cadela Nega. Ela vivia presa em um lote abandonado no Sol Nascente, em Ceilândia, e foi resgatada em fevereiro. “É o primeiro atendimento dela porque eu só tive condições [financeiras] para a vacina. Aqui em Brasília é muito cara a consulta particular”, contou a tutora da Nega, a dona de casa Michelle Bento da Silva.

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, esteve na unidade. “O hospital é importante por uma questão de zoonose e emocional. Sabemos do apego que as pessoas têm com os animais. Esta é uma reivindicação antiga que beneficiará a população, especialmente as famílias carentes, que não têm poder aquisitivo e não tinham para onde levar seus animais”, completou Rollemberg.

Rotina e protocolos

Os primeiros dias funcionarão como teste para avaliar a rotina e definir protocolos. Por isso, os horários de atendimento ainda podem ser alterados, informa a Anclivepa, instituição que melhor pontuou no chamamento público nacional feito pelo governo do DF. A entidade tem sede no estado de São Paulo, onde administra quatro hospitais públicos veterinários.

A estrutura foi construída pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) com recursos de compensação ambiental. A previsão é que sejam atendidos inicialmente cerca de 30 a 50 animais por dia. A capacidade, porém, é de 400 atendimentos diários, que será alcançada conforme os trabalhos da entidade estejam totalmente consolidados.

São oferecidos serviços gratuitos de clínica, cirurgias, exames laboratoriais e outros tratamentos em cães e gatos, sobretudo pertencentes a famílias de menor renda ou inscritas em programas sociais. Também serão recebidos bichos sob a guarda do Centro de Controle de Zoonoses ou de abrigos instalados na cidade, além daqueles vítimas de maus-tratos.

Segundo a Anclivepa, só serão feitos exames e cirurgias em animais atendidos no próprio serviço e não os encaminhados por clínicas privadas. Outras normas sobre o funcionamento da unidade, como organização dos atendimentos e documentação exigida, ainda serão definidas.

Por enquanto, o hospital funciona com pessoal trazido de São Paulo. “A equipe é provisória. Vamos contratar veterinários aqui de Brasília e treiná-los”, explicou o diretor-geral da Anclivepa, Wilson Grassi.

O investimento previsto para o primeiro ano de atividade do hospital é de R$ 1 milhão, mas a organização social responsável poderá captar recursos de outras fontes, desde que o objetivo seja aprimorar ou ampliar o atendimento dos animais. A previsão orçamentária para os próximos cinco anos é de até R$ 12 milhões.

Da redação, com Agência Brasília

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