Fechamento de unidades de amônia e ureia da Petrobras ameaça competitividade do agro

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Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

A desativação da produção das unidades de amônia e ureia da Petrobras de Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE) pode ter reflexos negativos sobre o agronegócio brasileiro. O alerta é do Sindicato Nacional da Indústria de Matérias Primas para Fertilizantes (Sinprifert), que representa os produtores nacionais, com exceção da Petrobras.

Em nota, o Sinprifert diz que a medida aumentará a dependência desses insumos que “afetam diretamente a competitividade da produção agrícola do Brasil”. Para a entidade, a decisão da Petrobras enfraquece mais a indústria nacional de fertilizantes, que já registra queda de participação no mercado brasileiro a cada ano.

O Sinprifert defende um esforço conjunto para elaborar políticas que viabilizem o fornecimento de gás natural como matéria-prima, a fim de aumentar a atratividade e assegurar a produção de amônia nacional.

“A viabilidade da produção de amônia nacional favorecerá a manutenção e geração de empregos nessa cadeia produtiva que é determinante para a produção de fertilizantes, alimentos e químicos no Brasil”, destaca, na nota, a entidade.

Leia, abaixo, a nota do Sinprifert:

“O Sindicato Nacional da Indústria de Matérias Primas para Fertilizantes (Sinprifert), que representa os produtores nacionais (exceto a Petrobras), vem externar sua preocupação com o anúncio referente a hibernação e consequente interrupção da produção das unidades de amônia e ureia da Petrobras de Camaçari-BA e Laranjeiras-SE.

O encerramento da produção destas unidades aumentará o déficit no suprimento nacional de amônia e ureia, incrementando a dependência de importação destes insumos que afetam diretamente a competividade da produção agrícola do Brasil.

O Sinprifert entende ser necessário um esforço conjunto para elaboração de políticas que viabilizem o fornecimento de gás natural como matéria-prima, no sentido de aumentar a atratividade e assegurar a produção de amônia nacional. A viabilidade da produção de amônia nacional favorecerá a manutenção e geração de empregos nessa cadeia produtiva que é determinante para a produção de fertilizantes, alimentos e químicos no Brasil.

O Sinprifert avalia que o fechamento das plantas de amônia e ureia da Petrobras intensificam as assimetrias de competição com o produto importado e enfraquecem mais a indústria nacional de fertilizantes, a qual já registra queda de participação no mercado brasileiro a cada ano.”

 

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