Mais de 1450 espécies de aves correm risco de extinção em todo o mundo

O mundo, hoje, tem quase 11 mil espécies de aves. Porém, boa parte delas, 40%, teve redução de população nos últimos 30 anos. Mais de 1450, inclusive, correm o risco de serem extintas. O avanço da agropecuária seria o principal vilão dos pássaros. Os dados são do relatório “State of the World’s Birds”, divulgado pela ONG Bird Life Internacional.
De acordo as informações, levantadas desde 1988, o avanço da agropecuária ameaça 74% das espécies de aves. Este é o caso, por exemplo, do tico-tico de coroa branca, que vive na Europa e na América do Norte. Segundo a ONG, o animal se alimenta dos grãos das plantações e, com os inseticidas, eles ficam intoxicados e perdem a orientação migratória.
Depois da agropecuária, segundo o levantamento, os responsáveis pela extinção de pássaros é a exploração madeireira (50%), a introdução de espécies invasivas (39%), a caça (35%) e as mudanças climáticas (28%).
A estimativa é que 183 espécies de aves tenham desaparecido nos últimos 500 anos. Desde o final do século 20, três delas, por exemplo, já desapareceram do mapa: a ariranha azul do norte da Bahia e duas espécies nativas do Havaí.
Brasil é o primeiro no ranking
Com a terceira maior diversidade de aves do mundo, mais de 1.800 espécies, o Brasil possui o maior do número de aves ameaçadas de extinção. São 169 espécies que correm risco de serem extintas, 22 delas em perigo crítico ou que já desapareceram de ambientes naturais, aponta o relatório. A situação mais grave é na Mata Atlântica, especialmente no chamado Centro de Endemismo de Pernambuco, que inclui também os estados de Alagoas e Paraíba.
“Sobraram apenas 2% da Mata Atlântica do Nordeste, onde está o maior número de espécies ameaçadas no país e onde foram registradas as últimas extinções”, afirma o biólogo Pedro Develey, diretor executivo da Save Brasil, que faz parte da BirdLife Internacional.
Da Redação, com informações da Folha de S. Paulo e da ONG “O Eco”

