Brandt do Brasil apoia produtores do cinturão citrícola de SP e Triângulo Mineiro

 

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Foto: Orlando Passos/Embrapa

São Paulo é um dos maiores produtores de laranja do Brasil e do mundo. “Isso tem a ver com a história da citricultura no estado, que começou a exportar laranja em quantidade e com alta qualidade na década de 1930”, informa Antonio Coutinho, diretor técnico da Brandt do Brasil, uma das maiores fornecedoras de fertilizantes do mundo, presente no mercado paulista com apoio técnico e comercial para os produtores rurais.

“Produtiva em temperaturas mais equilibradas, a laranja sempre teve importante espaço no cenário paulista. Maior produtor de laranja do mundo, o estado de São Paulo responde por quase 30% da produção mundial! A safra de São Paulo e do Triângulo Mineiro em 2016/2017 foi de 245 milhões de caixas de laranjas, contra 69 milhões de caixas da Flórida (EUA), o segundo maior polo produtor mundial”, explica Coutinho.

Alguns fatores impulsionam a produção da fruta em São Paulo, como o clima e as boas condições de solo. Mas, sobretudo, a infraestrutura e a persistência do citricultor paulista fazem diferença. Para o diretor técnico da Brandt, estes são os grandes diferencias do Estado, que se mantém por anos na liderança nacional e internacional de produção da fruta.

“A proximidade com o Porto de Santos, principal do país e maior da América Latina, sempre foi muito benéfica para os produtores e a indústria. Além da determinação, resiliência e incessante busca dos agricultores pelo aumento de produtividade e qualidade. O fato também é que poucas regiões do mundo conseguem atingir alta produtividade sem irrigação. Em São Paulo, apenas 4% dos laranjais utilizam irrigação”, explica Antonio Coutinho.

Além de se preocupar com as alterações do clima e do preço dos frutos que comercializa, o produtor de citros precisa estar cada vez mais capacitado a enfrentar as doenças e pragas.

“O cancro cítrico, por exemplo, afeta todas as espécies e variedades de citros de importância comercial e os seus impactos estão relacionados à desfolha de plantas, à depreciação da qualidade da produção pela presença de lesões em frutos, à redução na produção pela queda prematura de frutos e à restrição da comercialização da produção para áreas livres da doença. Já nos pomares afetados pela CVC, conhecida como “amarelinho”, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente, podendo perder até 75% de seu peso. A produção do pomar cai rapidamente. Com o avanço da doença, os frutos ficam queimados e impróprios para a comercialização”, acrescenta Coutinho.

A matriz da Brandt, nos Estados Unidos, tem investido em pesquisas para encontrar maneiras de proteger as frutas do greening, a mais nova e temível ameaça dos laranjais. “Estamos desenvolvendo formas para evitar que o inseto transmissor da doença atinja as plantas por meio de camuflagem. Focamos soluções que façam o inseto ter dificuldade em identificar a planta como alimento”, explica Antonio Coutinho.

O diretor da Brandt destaca que, de forma geral, os programas de nutrição foliar da empresa têm apresentado excelentes resultados em relação aos tratamentos convencionais existentes no mercado brasileiro. “Especialmente na citricultura, temos colhido excelentes resultados com as linhas MANNI-PLEX ® e SMART®, tanto nos chamados pomares em formação – aqueles que ainda não entraram em produção e estão crescendo – tanto nos pomares em produção. Dois fatores são evidentes: os pomares jovens crescem mais rapidamente com a nutrição foliar, pois a tecnologia do produto MANNI-PLEX B MOLY® contribui para a maior fixação de frutas nos pomares adultos. Trata-se de um produto com Boro (B) móvel – a conversão de flores e frutos depende desse elemento químico. Como se trata de um Boro de alta mobilidade, acompanhamos resultados bem positivos em relação ao aumento da taxa de conversão em flores e frutos”, explica Coutinho.

De acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a estimativa da safra de laranja 2018/19 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro (dados de maio 2018) é de 288,29 milhões de caixas (40,8 kg).

 

 

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