Mapa premia 11 empresas com o Selo Agro Mais Integridade

Alceu Nogueira da Gama/Especial para o AGROemDIA
O ministro Blairo Maggi entregou nesta terça-feira (27) o Selo Agro Mais Integridade, premiação criada pelo Ministério da Agricultura, a 11 empresas do agronegócio que combatem desvios de conduta, fazem cumprir a legislação anticorrupção e adotam boas práticas de governança.
As empresas premiadas poderão usar o Selo em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações pelo período de um ano. O prêmio foi dado às seguintes empresas:
Produquímica SA – São Paulo
Adama Brasil SA – Paraná
Adecoagro Vale do Ivinhema SA – Mato Grosso
Baldoni Produtos Naturais Ltda – São Paulo
Nogueira Rivelli Irmãos Ltda – Minas Gerais
Indústria e Comércio de Alimentos Supremo Ltda – Minas Gerais
Iharabras Indústrias Químicas SA – São Paulo
Bunge Alimentos SA – Santa Catarina
Rio Branco Alimentos SA (Pif Paf Alimentos ) – Minas Gerais
Tropfrutas do Brasil Ltda (Leão Bebidas) – São Paulo
Old Friends Agropecuária Ltda – Rio Grande do Sul
As inscrições para o prêmio foram abertas em 1º de junho deste ano. Um total de 1.175 empresas solicitaram informações, mas apenas 45 passaram pelo crivo da secretaria-executiva do Selo.
Na etapa seguinte, 23 estavam em condições de serem submetidas à homologação do Comitê Gestor, que aprovou as 11 finalistas em reunião no dia 18 de outubro.
Régua elevada
O Selo Agro Mais Integridade é a reação do Ministério da Agricultura às consequências desastrosas da Operação Carne Fraca. O nível de exigência para conquistar a premiação foi propositalmente elevado.
Entre os requisitos, a empresa precisava comprovar que adotava programa de compliance, utilizava canais de denúncia, fazia treinamentos para mudar a cultura organizacional e atuava com responsabilidade social e ambiental.
Na comprovação de ações de responsabilidade social, a empresa devia estar atualizada com suas obrigações trabalhistas, apresentar nada consta do Ministério do Trabalho de multas nos últimos 24 meses relacionadas com a lista suja do trabalho escravo, ou em situação análoga, ou exploração do trabalho infantil,
A empresa não podia constar da lista de estabelecimentos que incorreram em adulteração ou falsificação comprovadas em processos com trânsito em julgado no âmbito administrativo, gerenciada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura.
As ações de responsabilidade ambiental precisavam ser comprovadas por meio da implantação de programa enquadrado nas metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
Era necessário também o nada consta da Justiça Federal em relação a crimes ambientais relativo aos últimos 24 meses.
Quem é quem no Comitê Gestor
O Comitê Gestor do Selo Agro+ Integridade foi constituído com a atribuição específica de homologar a relação nominal das empresas, a partir das análises e seleção feitas pela Secretaria-Executiva, criada especialmente com essa finalidade.
O secretário-executivo do Comitê é Claudio Torquato da Silva, funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU), e atual chefe da Assessoria de Controle Interno do Ministério da Agricultura.
Os membros efetivos do Comitê Gestor são Cláudio Torquato da Silva e Fábio Farnese (Ministério da Agricultura); Jacqueline Cardoso (Embrapa); Marina Ferro (Instituto Ethos); Edward Borba (Controladoria-Geral da União – CGU); Amanda Cerqueira da Rocha (Alliance For Integrity); Paulo Vitta (Febraban); Bruno Luchi (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA); Louis Gourbin (B3 – Brasil Bolsa Balcão); e Edmundo Coelho Barbosa (Confederação Nacional da Indústria – CNI).


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