Mapa prorroga prazo de vacinação contra aftosa em oito estados

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Bovinos e bubalinos podem ser vacinados contra aftosa até 10 de dezembro – Divulgação/Gov. GO

O prazo da segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa foi prorrogado até 10 de dezembro, nos estados do Acre, Mato Grosso, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e no Ceará, anunciou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No Amazonas, ela se estenderá até o próximo dia 14. O calendário nacional de imunização previa inicialmente que a campanha terminaria nesta sexta-feira (30), na maior parte do país.

Nos estados com prorrogação da campanha, ocorreram duas situações frequentes: falta de vacina, pois as revendas de produtos agropecuários compraram estoques menores, devido às mudanças na dosagem da vacina previstas para o próximo ano, e problemas nos sistemas informatizados de controle oficial dos estados.

O Paraná, por exemplo, recebeu quantidade de doses de vacina abaixo da necessidade do rebanho. A previsão era aplicar 10 milhões de doses e as revendas do produto fizeram estoque de apenas 8,3 milhões de unidades. O Rio Grande do Sul informou que faltam vacinas principalmente nas regionais de Erechim, Ijuí e Passo Fundo.

O Maranhão, por sua vez, enfrenta focos de incêndio que dificultam o acesso a propriedades, além de problemas no sistema informatizado. O MT, como o AGROemDIA havia noticiado mais cedo, já anunciara a prorrogação da vacinação até 10 de dezembro, em razão da troca do sistema de emissão de notas fiscais.

No Amazonas, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam) informou que tem 1,3 milhão de doses, suficientes para a imunização do rebanho. Mas as autoridades sanitárias do estado alegam que precisam de mais tempo para a distribuição das vacinas.

Nesta fase, devem ser imunizados os animais com até 24 meses.

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, neste ano, devem ser utilizadas 337.713.800 doses de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

A redução do uso se deve à programação de retirada gradual da vacina, o que está previsto no Plano Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA).

Da redação, com o Mapa

AGROemDIA

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