PIB do agronegócio de SP cai quase 5% em 2018; MG tem alta de 1,57%

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Cepea divulga cálculo do PIB do agro em SP e em Minas Gerais – Elio Rizzo/AGROemDIA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio de São Paulo, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, apresentou queda de 4,9% na renda anual de 2018, com base em dados disponíveis até julho/18. Foram verificados recuos tanto no ramo agrícola quanto no pecuário, com destaque para o segmento primário do agronegócio.

Tabela: Taxas de variação anuais do PIB do Agronegócio (2018/2017, valores em %), de janeiro a julho de 2018

  Insumos Primário Indústria Serviços Agronegócio
Agropecuária 4,1 -12,8 -3,8 -5,1 -4,9
Ramo Agrícola 1,4 -14,1 -3,2 -4,1 -4,5
Ramo Pecuário 9,1 -8,1 -8,8 -8,7 -6,8

Resultados por segmentos:

Insumos: O segmento de insumos foi o único do agronegócio a apresentar crescimento no período de análise, com alta de 4,1% (até julho/18). Destaca-se o aumento verificado no ramo pecuário (9,1%), puxado pela significativa alta nos preços na atividade de medicamentos para animais. Para insumos do ramo agrícola, destacaram-se os crescimentos em fertilizantes e defensivos, e também dos preços dos combustíveis.

Primário: O segmento primário agrícola teve baixa de 14,1% no estado paulista, tendo como influência a queda de atividades agrícolas importantes, como cana-de-açúcar e laranja. Destacam-se as altas no cultivo de algodão, soja e trigo. Quanto ao segmento primário pecuário, recuou 8,1% no estado paulista. Apenas a atividade de bovinocultura de corte apresentou alta no período, motivada pelo aumento em quantidade produzida. Para as demais atividades acompanhadas, foram verificadas baixas, com destaque para suínos, devido à queda acentuada de preços; leite, que teve baixa acentuada de produção; e ovos, com baixa significativa de preços.

Agroindústria: A agroindústria de base agrícola teve baixa de 3,2%, devido à queda em atividades como açúcar, café e vestuários. Entre as atividades com resultados positivos no período, destacam-se as indústrias de celulose e papel, suco de laranja e etanol. A agroindústria de base pecuária recuou 8,8% (dados até julho/18). Foram verificadas quedas em todas atividades industriais pecuária acompanhadas, com destaque para laticínios, abate de suínos e aves e curtimento de couro.

Minas Gerais

Já em Minas Gerais, o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio, também calculado pelo Cepea, apresentou alta de 1,57% na renda anual de 2018, com base em dados disponíveis até julho/18. Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado foi motivado principalmente pelo ramo agrícola, que teve alta de 4,92%, enquanto o pecuário apresentou baixa de 2,12%.

Tabela: Taxas de variação anuais do PIB do Agronegócio (2018/2017, valores em %), de janeiro a julho/18

Insumos Primário Indústria Serviços Agronegócio
Agropecuária 0,12 0,12 6,42 -0,46 1,57
Ramo Agrícola 1,21 3,46 9,07 1,19 4,92
Ramo Pecuário -0,71 -1,39 -6,43 -2,42 -2,12

Resultados por segmentos:

Insumos: O segmento de insumos do agronegócio apresentou ligeiro crescimento de 0,12% no período de análise (até julho). Houve comportamento distinto entre os segmentos, com alta de 1,21% para o agrícola, motivado pela valorização dos fertilizantes e combustíveis, e queda de 0,71% no pecuário, influenciada pela baixa na atividade de alimentação para animais.

Primário: O segmento primário agrícola teve alta de 3,46% no estado, devido ao crescimento verificado em atividades agrícolas importantes em Minas Gerais, como café, soja e milho. Já quanto ao segmento primário pecuário, recuou 1,39% no estado mineiro. Apenas as atividades relacionadas à bovinocultura de corte apresentaram alta no período, motivada principalmente pelo aumento na quantidade produzida. Para as demais atividades acompanhadas, foram verificadas baixas, com destaque para suínos, leite e ovos, devido às acentuadas quedas de preços).

Agroindústria: A agroindústria de base agrícola teve alta de 9,07% em 2018 (até julho), motivado pelo crescimento em atividades de grande peso no estado, como etanóis e café. Já entre atividades que apresentaram baixa, destacam-se açúcar e óleo de soja refinado. A agroindústria de base pecuária, por outro lado, recuou 6,43%. Foram verificadas quedas em quase todas atividades industriais pecuária acompanhadas, com exceção de carne de vacas. A principal motivação para a baixa no valor das atividades pecuárias foi a queda de preços, com destaque para a carne de suínos e leites em pó e pasteurizado.

Do Cepea

AGROemDIA

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