Mapa anuncia R$ 500 milhões para estocagem e comercialização do arroz

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Recursos oferecidos pelo BB para arrozeiros têm juros de 8,5% ao ano- Irga/Divulgação/Arquivo

Os produtores de arroz têm à disposição R$ 500 milhões para estocagem e comercialização do cereal, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eduardo Sampaio Marques. Os recursos são do Banco do Brasil, com taxa de juros de 8,5% ao ano.

“A expectativa é de que este aporte de recursos tire um pouco a pressão sobre os preços neste momento em que os produtores estão começando a colheita do grão”, assinalou o secretário.

O anúncio sobre o volume de recursos destinados à comercialização e estocagem foi feito durante a cerimônia da 29ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, no município gaúcho de Capão do Leão, nesta sexta-feira (22).

Medidas de apoio ao produtor de arroz estão sendo estudadas pelo governo, adiantou Sampaio, como a criação de um fundo de aval para possibilitar o acesso ao crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de refinanciamento da dívida.

Conforme o secretário, a linha do BNDES foi criada no ano passado, mas a adesão foi insignificante porque é cara e os bancos estão refratários em aplicá-la pela falta de garantias. Com o fundo de aval, espera-se melhorar o desempenho. A repactuação das dívidas é o resultado de negociação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o Ministério da Economia.

O Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, em conjunto com as representações dos produtores de arroz, estudará melhorias nos produtos de seguro para a cultura do arroz junto com as seguradoras.

“O objetivo é melhorar as coberturas e condições gerais do seguro para a cultura. Estamos também melhorando o zoneamento agrícola de risco climático para o arroz”, enfatizou Sampaio.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está realizando revisão na metodologia do cálculo do custo de produção para dar suporte ao preço mínimo. Os técnicos da Conab estão em contato com a Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz) e Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA).

“Já houve painéis de levantamento de custos em Pelotas, Cachoeira do Sul e Uruguaiana. Faltam as lavouras do município de Santo Antônio da Patrulha”, informou Sampaio.

Em relação à importação de arroz dos países Mercosul, Sampaio disse que há possibilidade de negociação de acordos voluntários de restrição às exportações. “O setor privado brasileiro deverá procurar a sua contraparte nos países do Mercosul para tratar do assunto”.

O ministro de Agricultura do Paraguai, Denis Lichi, vai se reunir com a ministra Tereza Cristina, nos próximos dias, e a comercialização do arroz estar na pauta do encontro.

O governo federal também está negociando a abertura de novos mercados para o arroz em casca e beneficiado. De acordo com Eduardo Sampaio, “Panamá e Guatemala estão com negociações em curso. Com o México, foram concluídas as negociações para acesso do arroz beneficiado e estamos aguardamos decisão das autoridades mexicanas”.

Na nesta terça-feira (26), a ministra da Agricultura também terá uma audiência, em Brasília, com a representação dos produtores, da indústria e do varejo para tratar da comercialização o arroz.

Do Mapa, com redação

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