Jardins de Mel espalha colmeias de abelhas por Curitiba

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Projeto incentiva a população a preservar as abelhas – Foto: Acervo da prefeitura de Curitiba

Ameaçadas de extinção, as abelhas encontraram em Curitiba abrigo seguro para preservação da espécie e produção de mel. Por meio de projeto idealizado pelo agroecólogo Felipe Thiago de Jesus, a capital paranaense conta com 15 jardins de mel com abelhas manduri, mirim, mandaçaia, jataí e guaraipo, cinco das mais de 200 espécies sem ferrão nativas do Brasil.

O projeto Jardins de Mel, criado na primavera de 2017, visa a promover a reintrodução e conservação dos polinizadores nativos e de toda a fauna e flora que dependem dos serviços de polinização para produção de frutos e sementes.

A iniciativa também busca conscientizar a população sobre a importância das abelhas para própria a sobrevivência da humanidade e para o meio ambiente. “Só na Mata Atlântica, um dos seis biomas brasileiros, a polinização das abelhas nativas é responsável pela perpetuação de 90% das espécies vegetais”, informa o site G1.

Segundo Felipe, o acesso para abelhas sem ferrão é prioridade no projeto, espalhado por parques, praças, escolas e hortas comunitárias de Curitiba. Os 15 jardins recebem colmeias de cinco espécies diferentes.

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Abelhas são cruciais para sobrevivência da humanidade – Foto: Acervo da prefeitura de Curitiba

Árvores e flores

“As colmeias ficam próximas de árvores e flores e cada uma tem o telhado pintado de acordo com a espécie que abriga. Também há um QRcode, código que leva a pessoa até um site com mais informações sobre o projeto”, disse ao G1 o idealizador.

Além do livre acesso, os locais públicos devem ter suporte floral para cada espécie, garantir segurança e bem-estar aos jardins e às abelhas. Promover serviços de educação ambiental também é fundamental, destaca o G1.

“As abelhas nativas sem ferrão são as verdadeiras abelhas brasileiras, que habitam nosso continente há milhões de anos. A abelha com ferrão foi introduzida, modificada geneticamente e se espalhou por todo continente americano”, explica Felipe.

O projeto conta com treinamentos para que a comunidade saiba manter os jardins saudáveis, assinala o G1. Conforme Felipe, as espécies são independentes e não necessitam de cuidados diários, o que facilita a manutenção das colmeias.

Todos os meses são oferecidos cursos gratuitos, de quatro e de oito horas, para formar “Guardiões das Abelhas sem Ferrão”. Mais de 7 mil pessoas, entre professores, gestores públicos, estudantes e comunidade em geral, já foram treinadas.

Reserva de alimento para o inverno, o mel é importante para as abelhas. Por isso, nem sempre deve ser retirado. No entanto, na época certa para algumas técnicas de manejo, o mel produzido nos jardins de Curitiba é oferecido aos integrantes do projeto, de acordo com o G1.

Leia mais aqui.

*Da redação com G1

**Matéria sugerida pelo técnico agrícola e técnico em agroindústria Douglas Daniel, leitor e colaborador do AGROemDIA no Espírito Santo.

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