Eprogrãos 2019: Cresce interesse do produtor do noroeste de SP pela soja

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Fotos: Eprogrãos/Divulgação

A edição 2019 do Encontro de Produtores de Grãos do Noroeste Paulista (Eprogrãos – NP), no município de Paranapuã, serviu para demonstrar, mais uma vez, o potencial da região para o crescimento do plantio de soja sobre a palhada de cana-de-açúcar. O noroeste do estado de São Paulo é considerado a nova fronteira agrícola da oleaginosa do país.

A avaliação do sojicultor Edivaldo Manttuy, idealizador do Eprogrãos, realizado no último dia 11. Segundo Manttuy, os produtores da região estão cada vez mais interessados em adquirir conhecimento sobre o plantio de soja no sistema de rotação com os canaviais. Cerca de 400 pessoas, entre agricultores, técnicos, agrônomos e estudantes, participaram do evento.

O Eprogrãos 2019 teve palestras e dinâmicas de campo. O professor Élcio Hiroyohi Yano, da Unesp, falou sobre Os desafios do manejo da palhada na integração agricultura-pecuária e o vice-presidente da Famato, Marcos Rosa, sobre Sustentabilidade. Já o professor e engenheiro agrônomo Sidnei Lauriano abordou o tema Qualidade no plantio: cuidados e desafios na instalação da lavoura.

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As dinâmicas de campo foram sobre Pontas de pulverização e qualidade de aplicação, com o engenheiro agrônomo Cícero Mariano dos Santos, e Regulagens da semeadora para adequação com as condições de campo, com o professor Sidnei Lauriano.

O ingresso para o Eprogrãos foi 1 quilo de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados foram doados nessa segunda-feira (15) à unidade de Paranapuã do Hospital do Amor, de Barretos por Manttuy.

Áreas de renovação

No ciclo 2018/19, a área plantada da região aumentou 52% em relação ao período anterior, saltando de 1.150 para 2.745 hectares. A expectativa para a safra 2019/2020 é que a área cresça entre 20% e 30%, segundo Manttuy. “Boa parte dessas áreas será em renovação de cana.”

O idealizador do evento assinala que a expansão da soja na região passa pela qualificação dos produtores. Por isso, acrescenta, é importante oferecer conhecimento e assistência técnica aos agricultores, por meio de empresas públicas e privadas de pesquisa e extensão rural.

“É preciso qualificar o produtor para que ele saiba como fazer o manejo correto da cultura e quais as variedades mais indicadas para o noroeste paulista”, ressalta Manttuy.

O plantio da soja na região é feito em áreas de cana em repouso ou área de pastagens degradadas ou em recuperação. A maior parte da terra ocupada pela oleaginosa é arrendada pelos sojicultores de usinas canavieiras. A parceria com os canavicultores permitiu a expansão do cultivo de soja sobre a palhada no sistema de rotação.

“É um sistema mais viável do que o convencional, porque o solo já está mais corrigido e, inclusive, e protegido pela camada de palha deixada pela cana. A produtividade média de soja é de cerca de 60 sacas por hectare, com picos de 72 a 75 sacas/ha em alguns casos”, diz Manttuy.

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