Covid-19: Indústria láctea gaúcha mantém produção para abastecer a população

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A indústria láctea gaúcha está mantendo, na medida do possível, a produção em suas fábricas, objetivando garantir o abastecimento da população com produtos lácteos neste momento em que o país vive uma crise na saúde pública provocada pela pandemia no novo coronavírus (Covid-19).

Em nota divulgada neste domingo 22, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) informa que manteve, atendendo à recomendação das autoridades de saúde pública, as já rígidas medidas de higiene e controle na produção de lácteos

Além disso, acrescenta a nota do Sindilat/RS, a indústria adotou  o sistema de home office nos setores onde foi possível, redobrou a atenção com os seus colaboradores, implementou o distanciamento entre postos de trabalho e está oferecendo alternativas de transporte até às fábricas de forma a atenuar os riscos do novo coronavírus.

Abaixo, a íntegra da nota do Sindilat/RS:

“O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

– A indústria láctea gaúcha vem, na medida do possível e com o empenho e engajamento de seus colaboradores, mantendo a produção em suas fábricas com o objetivo de assegurar o abastecimento da população brasileira com produtos lácteos, fonte de proteína e nutrição diária de milhares de famílias. Atendendo à recomendação das autoridades de saúde pública, mantivemos as já rígidas medidas de higiene e controle em nossa produção, adotamos sistema de Home Office nos setores onde foi possível, redobramos atenção aos nossos colaboradores, implementamos o distanciamento entre postos de trabalho e oferecemos alternativas de transporte até às fábricas de forma a minimizar riscos.

– As mudanças em curso obrigaram a suspensão de algumas linhas de produção de itens que não são de extrema necessidade. A decisão – que tem impacto direto na rentabilidade das operações fabris – concentrou as equipes no processamento de produtos de relevância social como o leite UHT, leite em pó e queijos, atualmente os mais demandados no varejo.

– Estamos trabalhando para garantir que as famílias brasileiras possam manter seu período de quarentena com saúde. No entanto, para isso, é essencial contar com a colaboração de todos: poder público, produtores de leite e grãos, colaboradores de laticínios, veterinárias, fornecedores de insumos e embalagens, transportadores, oficinas mecânicas, inspeções técnicas oficiais e terceirizadas, etc. Para que muitos possam ficar em casa com segurança e saúde, nós precisamos seguir produzindo alimentos.

– Alertamos que, em função da entressafra da produção no campo, o preço do leite deve ter elevação nos próximos meses, um fenômeno vivenciado anualmente na Região Sul entre março a julho. Neste ano, esse período deve estender-se, e a alta ficar acima da média em função da estiagem, da disparada do dólar que elevou o custo dos insumos e dos gastos adicionais realizados na prevenção do coronavírus.

Fique em casa. O setor alimentício trabalha por você e por sua família.

Porto Alegre, 22 de março de 2020.

Alexandre Guerra

Presidente do Sindilat”

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