Agro&Negócio: Das plantas iluminadas ao melhor do vinho nacional (áudio e vídeo)

Ricardo Wegrzynovski (Weg)*

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IRRIGAÇÃO DE LUZ

Esta é para tirar o sono das plantas… Olha só que interessante: o pessoal da “Irrigação de Luz”, do Grupo Fienile®, desenvolveu uma tecnologia que coloca luz nos pivôs. Segundo os envolvidos no projeto, a tecnologia consegue aumentar a produtividade em até 70%. Além de irrigar água sobre a lavoura, ela projeta luz sobre a plantação de maneira controlável.

A ideia parece interessante, principalmente para países com baixa luminosidade, como os da Europa, por exemplo. Mas, é no Brasil que está sendo testada, lá em Monte Carmelo, na nossa querida Minas Gerais. É o primeiro pivô do mundo com irrigação de água e luz.

Foto: Grupo Fienile/Facebook/Reprodução

PRODUÇÃO DE ENERGIA NA LAVOURA

Falando em ideias, uma que parece estar caindo de maduro é a mesclagem de áreas rurais com a produção de energia solar. Na Alemanha, especialmente, muitos agricultores têm investido no setor. Além de resolver o problema de energia nas propriedades, ainda vendem para as cidades.

A empresa brasileira SolarVolt, uma das que têm se dedicado ao setor, diz que a energia solar nas propriedades rurais só traz benefícios. O mercado também é promissor. Projeções do Ministério de Minas e Energia indicam que, em até dois anos, o Brasil estará entre os 20 países com maior geração de energia solar no mundo.

Foto: Adriana Franciosi/Divulgação

O MELHOR DO VINHO

A vinícola Don Giovanni, na Serra gaúcha, anuncia que a safra atingiu a melhor performance da história. Segundo o enólogo Maciel Ampese, as variedades de uvas da Don Giovanni alcançaram, em 2020, um grau de maturação excepcional. “Além de termos alto teor de açúcar, conseguimos ótima maturação fenólica, ou seja, vinhos ricos em aromas, coloridos e com taninos abundantes e macios. Trata-se de uma safra fora da curva.”

A Don Giovanni vinificou, em 2020, 120 mil quilos de uvas próprias, o que representou 80 mil litros de vinhos.

A vinícola Don Giovanni é um complexo que reúne vinhedos, vinícola, loja de vinhos, pousada e restaurante, em Pinto Bandeira (RS), a 12 km do centro de Bento Gonçalves. Saiba mais: www.dongiovanni.com.br.

Reprodução

AGRITECH MONITORA ÁREAS

A startup agritech Sensix tem desenvolvido sistemas que facilitam o entendimento das variabilidades das plantações. Os sistemas usam imagens de drones e satélites, o que permite comparar safras, acompanhar o desenvolvimento das culturas e criar estratégias de aumento de rentabilidade.

Os mapas da plataforma vão direto para o maquinário. Segundo a agritech, as ferramentas do FieldScan otimizam contrastes e refinam os diagnósticos do campo. Ainda de acordo com o pessoal da Sensix, com o uso da tecnologia e dos algoritmos, é possível reduzir em 80% o uso de herbicidas. O site da Sensix é www.sensix.com.br

Antes da pandemia, assisti uma palestra do presidente da John Deere no Brasil, na qual ele falou a respeito de tecnologia semelhante, já aplicada às grandes colheitadeiras verdes da John Deere. Vale conferir as duas alternativas e ver qual é a melhor para cada caso.

OTIMISMO COM STARTUPS

O empolgado empresário João Kepler está otimista com os investimentos em startups. Ele é autor de livros e palestrante, além de participar de investimentos em mais de 400 startups. Kepler, lead partner da Bossa Nova Investimentos, alinha os motivos do otimismo:

1)      As venture capital já estavam com os fundos em caixa, antes da pandemia. E, como não são pagas para acumular dinheiro, vão investir.

2)      O mercado de ações de tecnologia sofreu forte ruptura. Com isso, novos horizontes de investimentos se abrem. As startups são uma dessas oportunidades.

3)      A taxa Selic está menor, e o dólar subiu a montanha dos gráficos. Logo, investir em negócios inovadores, a fim de resolver problemas, pode ser uma boa oportunidade.

4)      A pandemia mostrou que negócios baseados em software e tecnologia, as chamadas startups, são resilientes e atraentes no momento.

5)      As startups já estavam prontas para o sistema home office antes mesmo da pandemia. Ou seja, não balançaram com o “novo normal”.

6)      Crise é normalmente um bom momento para ideias disruptivas.

7)      Os investimentos em startups iniciais costumam ser pequenos. Nem todas valem um bilhão de dólares… no mundo real, com R$ 500 mil, R$ 1 milhão, dá para entrar forte em muitos negócios.

João Kepler, lead partner da Bossa Nova Investimentos – Foto: Divulgação

PARALELO ENTRE EUA E BRASIL

A consultora em inovação e transformação digital Fabiane Astolpho, especializada no agronegócio, inteligência e pesquisa de mercado agrícola, fez um estudo interessante sobre startups agritech. Ela comparou o que é sucesso no setor nos Estados Unidos com o que pode ser feito, ou já é feito, em parte, no Brasil. Vamos lá para os tópicos que Fabiane considera fundamentais para desenvolver ou ampliar:

1)      Plataforma de dados.

2)      Novas fusões e aquisições, ou seja, grandes corporações comprando startups.

3)      Aumento da prestação de serviços na agricultura.

4)      Gestão de fazendas.

5)      Ligação, união, entre agritechs e fintechs, ou seja, startups do agro e financeiras.

6)      Agritech e iogtech, ou seja, agro e logística.

7)      E as fusões entre várias startups para que se tornem mais fortes.

Foto: Grupo Siagri/Reprodução

TECNOLOGIA NA ADMINISTRAÇÃO DE FAZENDAS

Os softwares de administração de fazendas têm se expandido. É o que informa o Grupo Siagri, que tem softwares para a gestão de revendas de insumos agrícolas, com share de 30% entre distribuidores das principais bandeiras de insumos agrícolas, que gerenciam operações com mais de 300 mil produtores rurais e 25 milhões de hectares. Segundo o Siagri, a tecnologia de gestão atende toda a cadeia produtiva.

Foto: Pixabay License

YARA DIGITAL

A Yara, líder mundial em nutrição de plantas, promoveu no último dia 2 um evento entre especialistas agronômicos, pesquisadores, empresários e agricultores para discutir os desafios da nutrição dos citros, tendências e perspectivas de mercado frente à pandemia da covid-19. Realizado pela primeira vez em formato online, a edição deste ano contou com a participação de aproximadamente 250 pessoas.

A programação foi dividida em três blocos, cada um com um pesquisador e um especialista agronômico. Os temas principais foram “Nutrição e Sanidade das plantas de citros”, “Fisiologia e Nutrição de Micronutrientes” e “Mercado de Citros e Fertilizantes”.

Foto: Divulgação

VALLEY ATENTA NA IRRIGAÇÃO

Também no ramo de soluções para a administração de fazendas foi lançado o Valley 365. A Valley diz que a solução é inovadora para a agricultura irrigada, tendo o pivô central como o auge da tecnologia aplicada no campo.

“É uma plataforma para gerenciamento integrado de culturas, desenhada para possibilitar a gestão de todas as tecnologias em um só produto. A ideia é ampliar o que entendíamos como o conceito de irrigação, proporcionando mais funções ao pivô central”, diz Vinícius Maia, gerente de Vendas Técnicas para América Latina.

Foto: Abapa/Divulgação

SUSTENTABILIDADE DO ALGODÃO BRASILEIRO

Líder mundial em produção de algodão sustentável licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI), o Brasil aumentou de 31%, em 2018, para 36%, em 2019, sua participação no montante de fibra chancelada pela ONG suíça.

O país vem ganhando posições desde 2013, quando o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), passou a operar em benchmark com a BCI, com protocolos unificados. Atualmente 1/3 de toda a pluma BCI, que circula no mercado global, sai de lavouras brasileiras.

Foto: Divulgação

INFECÇÃO URINÁRIA EM SUÍNOS

As infecções do trato urinário, também conhecidas como cistites, estão entre as mais importantes causas de perda e morte súbita de matrizes nas granjas, assim como a Síndrome Metrite Mastite Agalaxia (MMA).

Para o tratamento da MMA e das infecções do trato urinário, a Vetoquinol Saúde Animal recomenda Forcyl, antibiótico injetável em dose única próprio para tratar infecções causadas pela E.coli e outros agentes bacterianos.

O Forcyl também tem baixo período de carência (nove dias). “É uma solução rápida e eficaz para o suinocultor, de modo que gera menos perdas e gastos para a granja”, completa André Buzato, gerente técnico da área de suínos da Vetoquinol Saúde Animal.

*Jornalista multimídia e consultor de marketing digital voltado ao agronegócio

Contatos:

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AGROemDIA

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