CNA, Mapa e setor produtivo avaliam produtos de seguro para a olericultura

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na sexta-feira 20, de reunião virtual do projeto Monitor do Seguro Rural para discutir e avaliar os produtos e serviços de seguro disponíveis para as culturas de tomate, cebola, alho, batata, pimentão e mandioca.

O encontro foi realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e contou com a participação de mais de 130 pessoas, dentre elas produtores rurais, representantes de cooperativas, associações, além de companhias seguradoras.

“O seguro rural, apesar de ainda ter pouca adesão, é fundamental para mitigar os riscos na produção de hortaliças. Essas culturas são altamente sensíveis às diversidades climáticas com perdas de produtividade e qualidade”, disse o assessor técnico da CNA, Erivelton Cunha.

O coordenador de estudos no Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Fabrício Camargo de Lima, afirmou que atualmente existem 10 seguradoras que comercializam apólices para as essas olerícolas, sendo a Tokio Marine e a Essor Seguros aa mais atuante com as culturas.

Segundo Lima, o produtor rural que contrata o seguro para orelícolas recebe 40% de subvenção federal, ou seja, o governo repassa uma parte do valor do contrato para as companhias seguradoras.

Durante a videoconferência, o representante da AgroBrasil Seguros, empresa parceira da ESSOR Seguros, Delso Vaccari, apresentou o produto de seguro oferecido pela companhia. “Para as culturas do tomate, alho, cebola, batata e pimentão a cobertura principal é para danos causados pelo granizo. A cobertura inicia sete dias após o transplante/semeadura das plantas ou quando 60% delas tiveram nascidas e encerra com a colheita”.

Vaccari explicou que o seguro cobre no máximo R$ 80 mil por hectare para o tomate mesa, R$ 27,5 mil para a cebola, R$ 33 mil para batata, R$ 22 mil para pimentão e R$ 55 mil hectares para o alho. “Durante esses anos, criamos uma cobertura adicional de perda de qualidade para cebola, alho e batata, que visa compensar perdas em função do granizo. Mesmo após a colheita, a cebola, por exemplo, fica assegurada na lavoura por 15 dias após o arranquio”, disse.

Na reunião virtual, a representante da seguradora Tókio Marine, Erika Tamie Ueda, também apresentou os produtos da empresa. “O nosso seguro é o de riscos nomeados para mandioca. Ele garante a cobertura de danos diretos às plantas decorrentes de granizo, incêndio e raio”.

De acordo com Erika, os principais riscos excluídos e não cobertos são para danos já existentes, lavouras afetadas por danos diretos e indiretos que tenham impactado a produção da safra a ser segurada. O seguro também não cobre prejuízos causados por plantas daninhas, pragas, doenças, deficiência nutricional e perda de qualidade.

O Projeto Monitor do Seguro Rural é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, em parceria com a CNA e outras entidades do setor. Já foram avaliados seguros para diversas frutas, trigo, soja, milho 1ª e 2ª safra, aquicultura, café e cana-de-açúcar. A próxima reunião vai discutir os seguros disponíveis para o setor de florestas.

Da CNA

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