Morte no RS: Boicote ao Carrefour, prega diretora do Instituto da Mulher Negra. Veja vídeo

“Boicote já” [ao Carrefour], prega Sueli Carneiro, diretora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, militante do movimento negro e doutora em Educação pela USP. Na noite dessa quinta-feira 19, véspera do Dia da Consciência Negra, um homem negro foi espancado até a morte por dois seguranças em uma filial da rede de supermercados, em Porto Alegre.
Um dos envolvidos no assassinato de João Alberto Silveira Freitas é soldado da Brigada Militar – a polícia militar do Rio Grande do Sul.
O crime provocou revolta no país inteiro e levou manifestantes às ruas da capital gaúcha, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de outras cidades.
Pelo Twitter, Sueli Carneiro desabafou contra o crime, que evidencia o racismo no país: “O cartão estava esquecido em uma gaveta. Destruí-lo foi a maneira que encontrei de dizer basta! Boicote já!.”

Espancamento e morte
Freitas teria discutido com uma caixa do supermercado, que chamou a segurança da loja, segundo a Agência Reuters.
Um vídeo mostra Freitas sendo agredido por dois homens, identificados como Magno Braz Borges, segurança do Carrefour Passo D’Areia, e Giovani Gaspar da Silva, policial militar temporário. Conforme testemunhas, Silva estaria fazendo compras quando participou do espancamento.
No vídeo, Freitas aparece sendo agarrado por um dos homens enquanto o outro dá socos em sua cabeça. Depois, um dos homens coloca o joelho nas costas do homem enquanto o outro continua batendo. Uma mulher, identificada depois como também funcionária do Carrefour, filma a agressão de perto.
A polícia foi chamada depois que Freitas já estava imóvel. Uma ambulância também foi chamada, mas o homem já estava morto.
Os dois agressores foram presos em flagrante e autuados por homicídio triplamente qualificado.
Em nota, a Brigada Militar informou que Silva não é policial efetivo, não estava em serviço policial e tem atribuições restritas a atividades administrativas e videomonitoramento. Segundo a BM, a conduta de Silva fora do horário de trabalho será “avaliada com todos os rigores da lei”.
*Com informações da Reuters

