PIB do agro deve crescer 3% em 2021, e valor da produção agropecuária, 4,2%

Foto: Cleverson Beje/AEN/Gov. PR

Do Broadcast

O PIB do agronegócio brasileiro deve continuar crescendo em 2021, embora em menor ritmo do que em 2020, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresentada pelo seu superintendente Técnico, Bruno Lucchi, nesta terça-feira 1º. A estimativa para o próximo ano é de aumento de 3% no PIB do setor, para R$ 1,8 trilhão; já para 2020, a entidade projeta avanço de 9%, para R$ 1,75 trilhão. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve avançar expressivos 17,4% em 2020, para R$ 903 bilhões. No ano que vem, o crescimento do VBP deve ser de 4,2%, para R$ 941 bilhões. A entidade divulgou seu balanço para o ano de 2020 e suas perspectivas para 2021 em apresentação virtual.

De acordo com a CNA, o setor agropecuário ajudou o país durante a pandemia e deve seguir fazendo o mesmo no ano que vem. “Foi uma estratégia de guerra que nós adotamos, e que, de certa forma, teve êxito” afirmou Lucchi. “Muitos produtores se prejudicaram, mas acreditamos que saldo final seja positivo.” Entre janeiro e outubro, o setor criou 102.911 empregos formais. Nos dez primeiros meses deste ano, o país exportou US$ 85,8 bilhões, o que representa um avanço anual de 5,7% em valor e de 12,4% em volume.

Para o ano que vem, Lucchi diz que o país deve manter uma safra recorde, mas que o clima deve influenciar a produção brasileira. “O La Niña já atrasou a safra de soja, vai atrasar a safrinha de milho. A safra verão de milho também já foi afetada”, disse. “Não deixaremos de ter safra recorde, mas a safra poderia ser maior se não fosse a questão climática.”

O milho, de acordo com Lucchi, é uma preocupação. “A nossa produção deve estar bem ajustada ao consumo doméstico e a China vai voltar a comprar muito. Nós não vendemos diretamente para a China, mas a China compra de outros países e esses outros países podem vir comprar do Brasil.”

Em relação à recuperação econômica para 2021, a entidade se opôs a algumas medidas, como uma proposta de reforma tributária que dificultaria em vez de simplificar. “O Brasil não suporta mais carga tributária”, disse o presidente da entidade, João Martins. Lucchi completou: “Queremos sim uma reforma tributária, mas uma que simplifique, e não que onere.” Ele afirmou ainda que uma eventual oneração da cesta básica seria negativa. “O grosso do consumo é da classe média, e a classe média reduz ou substitui alimentos se o preço sobe”, disse.

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