Vaca “Mascarada”, campeã de longevidade, prepara-se para sua 15ª cria

Mascarada é um exemplo das chamadas “vacas vitalícias”, que superam a média nacional de 2,5 ou 3 lactações – Foto: Divulgação

A vaca Mascarada, nascida em 2004, quando recebeu o brinco 1021 da Fazenda Real, em Cabrália Paulista, propriedade de Roberto Barboza, prepara-se para sua 15ª gestação. Filha do famoso touro Jersey Eros, da bateria da fornecedora de genética bovina CRV, Mascarada está finalizando sua 14ª lactação, com média de 39 kg de leite por dia. Como nasceu antes da fazenda possuir um sistema de controle, os dados das três primeiras gestações não foram registrados, mas a soma das últimas 11 crias já ultrapassa a produção de 100 toneladas de leite.

“É um animal com úberes impecáveis, com enorme energia e disposição para se alimentar no cocho, competindo de igual para igual com as demais vacas no lote”, diz Marco Lopes, Gestor de Negócios da CRV, que atende à Fazenda Real. “É impressionante ver como as outras vacas a respeitam.”

Mascarada é um fino exemplo das chamadas “vacas vitalícias”, que ultrapassam em muito a média nacional de 2,5 ou 3 lactações, com produção total em torno de 25 mil litros. “As vacas vitalícias são animais saudáveis, livres de problemas, que exigem menos medicamentos, são inteligentes, com rotina própria dentro da fazenda e produção extremada de leite”, destaca Leonardo Maia, gerente de produto de Leite Europeu da CRV.

Maia cita o exemplo da campeã brasileira de produtividade registrada no ano de 2018: a vaca holandesa AFW Marconi Sjoukje 1014, filha de Marconi e neta de Commandeur 125, touros da CRV. Nascida na fazenda de Albertus Frederik Wolters, em Castro (PR), ela somou mais de 160 mil kg de leite ao longo dos seus 16 anos de vida útil.

O gerente de produto de Leite Europeu da CRV ressalta que a longevidade saudável dos animais é um ideal que pode ser buscado. “Saúde e longevidade são, inclusive, pilares da filosofia da CRV”, afirma, lembrando que, em seus registros mundiais, a CRV tem mais de 40.000 vacas com produção acumulada acima de 100.000 litros de leite. “No Brasil, mais de 25% das vacas vitalícias registradas têm genética CRV”, pontua Maia.

Na busca da longevidade, a genética é um dos fatores mais importantes. “Na genética, nem sempre dois mais dois são quatro, porque existem fatores que podem alterar os resultados esperados, mas o segredo é o histórico mapeado e controlado de linhagens e gerações de animais”, explica ele. “A CRV tem um banco de dados de mais de 140 anos, com volume de informações coletadas de forma correta, o que aumenta as chances de acerto.”

Segundo Maia, a CRV é, inclusive, a única empresa fornecedora de genética bovina certificada pelo Comitê Internacional para Registro Animal (ICAR), sediada em Roma (Itália) e dedicada à identificação, registro e avaliação de desempenho na produção pecuária. Envolvendo mais de 120 empresas de 60 países, é responsável pelo serviço internacional de avaliações de touros Interbull (com mais de 500 mil animais registrados) e realiza certificações de avaliações genéticas em todo o mundo.

 

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