Força-tarefa desarticula, em Goiás, quadrilha que falsificava agrotóxicos

Foto: Mapa/Divulgação

Uma força-tarefa formada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e outros órgãos públicos, incluindo polícias, fechou uma fábrica clandestina de agrotóxico falsificado em Goiás. A operação, iniciada no último domingo (6), teve como alvo empresas produtoras e importadoras de insumos que fraudavam marcas de agrotóxicos e comercializavam para produtores rurais.

Ao todo, 157 produtos foram fiscalizados, sendo 16 marcas comerciais usadas pelos falsificadores, e mais de 25 mil litros apreendidos. Além dos produtos fraudados, ainda foram recuperados 12.715 kg de defensivos agrícolas furtados, que retornarão para as vítimas.

Durante a ação, os auditores fiscais fizeram análise dos documentos de origem, rótulos, bulas, embalagens, assim como o QR Code de segurança que as empresas utilizam para identificar os agrotóxicos originais.

Além do Mapa, participaram da operação o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil de Goiás (PCGO/Decar), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (PMGO), a Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia e a Secretaria do Meio Ambiente de Aparecida de Goiânia.

Mercado paralelo

“Os auditores fiscais federais agropecuários do Mapa, com o apoio da inteligência do Ibama, PRF, Decar e PMGO investigaram por seis meses o fluxo de uma quadrilha que atuava em vários estados do país. Foi descoberto um esquema que comprava agrotóxicos vencidos e roubados em um mercado paralelo para fazer parte da produção dos produtos falsificados”, diz o chefe de fiscalização de Agrotóxicos, Júlio Lima.

Na ação, foram constatadas 128 infrações, desde a utilização de marcas sem a autorização de empresa até a importação de agrotóxicos sem registro no Mapa. Quatro pessoas foram detidas e encaminhadas para a Central de Flagrantes e responderão pelos crimes de contrabando, falsificação e roubo de defensivos agrícolas. Além disso, responderão administrativamente ao Mapa e Ibama pelas infrações cometidas.

“Os produtos falsificados são vendidos aos produtores rurais como se fossem legítimos, produzindo prejuízo econômico e prejudicando o controle de pragas, uma vez que esses não possuem os ingredientes ativos nas concentrações anunciadas”, afirmou Lima.

*Com informações do Mapa

AGROemDIA

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