Uso e registro de biotecnologia no país preocupam Aprosoja Brasil

Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Aprosoja Brasil divulgou nota, nesta terça-feira (17), manifestando sua preocupação sobre o uso de tecnologia INTACTA2 XTEND®. No comunicado, a associação também diz ter receio em relação aos registros concedidos para as cultivares com a tecnologia de resistência ao herbicida Dicamba e ao registro para o defensivo agrícola.

Leia, abaixo, a íntegra da nota da Aprosoja Brasil:

“A Aprosoja Brasil, cumprindo com sua missão institucional de defesa dos interesses dos produtores de soja brasileiros e com esteio na decisão de sua assembleia, manifesta preocupação em relação à utilização da tecnologia INTACTA2 XTEND®. Nesse mesmo sentido, a entidade também manifesta extremo receio em relação aos registros concedidos acerca das cultivares com a tecnologia de resistência ao herbicida Dicamba e ao registro concedido para o defensivo agrícola.

A Aprosoja Brasil formou essa posição após a empresa detentora da tecnologia e de registro do produto Dicamba ter alterado o registro e a recomendação de uso do herbicida para uso apenas em pré-plantio e não recomendar seu uso em pós-plantio.

Ou seja, a empresa, que registrou a biotecnologia e fez todo o marketing sobre o benefício pelo seu uso em pós-plantio, agora volta atrás e não mais recomenda a utilização até então propagada. Adicionalmente, as demais empresas que possuem registro para o herbicida também não recomendarão a sua utilização em pós-plantio.

Desde 2018, a Aprosoja Brasil tem alertado as autoridades brasileiras para a necessidade de um regulamento mais rigoroso para o herbicida. Isso decorre dos problemas que os produtores norte-americanos passaram a enfrentar após o lançamento da tecnologia em soja com tolerância ao Dicamba nos Estados Unidos.

Com as alterações promovidas pela empresa, é responsabilidade da Aprosoja Brasil alertar os produtores que a detentora da tecnologia INTACTA2 XTEND® e de registro de um produto formulado à base de Dicamba, assim como as demais empresas que possuem seu registro, deram sinal de que não se responsabilizarão pelos riscos de uso do produto.

Mais do que isso. Caso opte por utilizar tanto as sementes transgênicas quanto o herbicida Dicamba, o produtor precisa entender que ele estará por sua conta e risco e que poderá ter problemas, mesmo que adote todas as recomendações de bula. Outrossim, diante dos fatos novos, os eventuais prejuízos a ele e a terceiros não serão assumidos pela empresa que lhe vendeu as sementes ou o herbicida.

Por todos os motivos apontados, a Aprosoja Brasil manifesta, especialmente aos órgãos competentes, sua preocupação com o registro das cultivares e do herbicida Dicamba, de modo a reverem seus atuais posicionamentos no intuito de evitar prejuízos para os produtores e à imagem da agricultura brasileira.”

AGROemDIA

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