Goiás lança Índice de Insumos para a Produção de Leite Cru

Foto: Caroline Jardine/Divulgação

Da redação//AGROemDIA

A partir deste mês, os produtores de leite goianos passam a contar com uma ferramenta para avaliar os custos mensais com a atividade. É o Índice de Insumos para a Produção de Leite Cru em Goiás (ILC), lançado nesta segunda-feira (13). Na sua primeira divulgação, referente a agosto deste ano, em relação a julho, o ILC aponta alta de 2,04% nos preços dos principais insumos da pecuária leiteira do estado (suplemento mineral, adubação de pastagem, volumoso, concentrado, combustível e energia elétrica).

O ILC é uma ferramenta criada pelo Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), em articulação com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a Aproleite Goiás e os movimentos da base produtora. “Propusemos a criação dessa metodologia de apuração da variação mensal dos preços dos principais insumos da produção de leite cru para que os produtores possam ter informações sobre os custos de produção”, diz o presidente da Aproleite GO, Marco Sérgio Xavier.

Segundo ele, a ideia foi bem aceita pelo presidente da Faeg, José Mário Schreiner, e pelo diretor executivo do Ifag, que se empenharam para o rápido desenvolvimento da ferramenta. A metodologia do ILC se baseia no Índice de Custo de Produção de Leite (ICPLeite), apurado pela Embrapa Gado de Leite, desde 2006, para medir a variação mensal do custo de produção do produto em Minas Gerais.

Trata-se, assinala o Ifag, de um indicador de referência para medir a variação dos preços dos principais insumos dos custos de produção da cadeia leiteira. “Objetiva também fornecer informações para um trabalho mais assertivo, programação e planejamento dos custos e investimentos no setor” e vai “auxiliar os pecuaristas no processo de negociação de preços com as indústrias de laticínios”, acrescenta o instituto.

O Ifag esclarece ainda que o ILC, a exemplo Índice da Cesta de Derivados Lácteos, calculado pelo Instituto Mauro Borges (IML), não representará um indexador que deverá ser aplicado compulsoriamente para a definição e previsibilidade do preço do leite a ser pago ao produtor de leite.

O ILC “fornecerá uma sinalização do comportamento, no mercado, da variação dos preços dos principais insumos que compõem os custos de produção dos produtores de leite de Goiás, servindo de referência para o processo de negociação de preços com as indústrias de laticínios, face ao comportamento da variação dos preços dos principais produtos derivados lácteos comercializados no mercado”.

Marco Sérgio acredita que o ILC contribuirá para um melhor esclarecimento da base produtora sobre seus custos de produção – entre os itens que serão analisados estão, por exemplo, o milho, a soja, a ureia e o sal mineral/fósforo – e para uma negociação mais equilibrada com os laticínios. O presidente da Aproleite GO espera também que, com o tempo, o ILC passe a ser diário e possa servir de modelo para outros estados.

  1. a) Volumoso: foi definido medir a variação mensal do preço (em reais) da tonelada de silagem. Nesse caso específico, foi definido que 1 tonelada de silagem corresponderá ao valor (em Reais) de 3 sacos de milho (milho adquirido pelo produtor de leite no mercado). Cálculo: Valor (em Reais) de 1 (uma) tonelada de silagem = 3 sacos de 60 kg de milho x preço (em reais) por saca de 60 kg. Será realizado a média aritmética simples dos preços (em reais) de 1 (uma) saca de 60 kg de milho, coletadas em três empresas com atuação no estado de Goiás;
  2. b) Concentrado: foi definido medir a variação mensal da média ponderada dos preços (em reais) da saca de 60 kg de milho e da saca de 60 kg de soja, utilizando o percentual de 60% para o milho e 40% para a soja. Segundo apurado junto aos produtores, esses dois produtos representam 95% do custo da fabricação da ração 24% para gado leiteiro. A coleta dos preços (em reais) de 1 (uma) saca de 60 kg de milho e de 1 (uma) saca de 60 kg de soja (milho e soja adquiridos pelo produtor de leite no mercado), será realizada em três empresas com atuação no estado de Goiás, onde será realizada a média aritmética simples para a apuração dos respectivos preços;
  3. c) Suplemento Mineral: foi definido medir a variação mensal do preço (em reais) da saca de 30 kg de Sal Mineral 90 fósforo. A coleta dos preços (em reais) de 1 (uma) saca de 30 kg de Sal Mineral 90 fósforo, será realizada em três empresas com atuação no estado de Goiás, onde será realizada a média aritmética simples para a apuração do respectivo preço;
  4. d) Adubação de Pastagem: foi definido medir a variação mensal do preço (em reais) de 1 (uma) tonelada de Ureia Agrícola, principal insumo utilizado na adubação das pastagens. A coleta dos preços (em reais) de 1 (uma) tonelada de Ureia Agrícola, será realizada em três empresas com atuação no estado de Goiás, onde será realizada a média aritmética simples para a apuração do respectivo preço;
  5. e) Energia Elétrica: Foi definido medir a variação mensal do preço (em reais) do kwh de energia elétrica utilizada na propriedade rural. A coleta do preço (em reais) de 1 (um) kwh mensal aplicado ao setor rural, será realizado junto à concessionária de energia elétrica de atuação no estado. Será considerado, também na apuração do valor (em reais) do kwh, as variações oriundas das mudanças dos valores (em reais) das bandeiras tarifárias praticadas no período;
  6. f) Óleo Diesel: foi definido medir a variação mensal do preço (em reais) do litro do óleo diesel. Será coletado o preço (em reais) médio mensal de 1 (um) litro de óleo diesel, praticado em Goiás, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo – ANP.

 

 

AGROemDIA

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