Agricultores de MT buscam apoio da Embrapa para produzir proteína mais barata

Foto: Divulgação/Embrapa

Proteína mais barata. Esta foi a principal demanda que parte do setor produtivo do Centro-Oeste apresentou à Embrapa Meio-Norte (Teresina-PI) nesta semana. As sugestões sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação foram levadas à unidade da empresa pelos produtores Leandro Lodea e Afrânio Migliari – este último também é executivo da Associação dos Produtores de Feijão, Trigo e Irrigantes do Mato Grosso (Aprofir).

“Precisamos avançar nessa demanda por proteína mais barata, a exemplo de feijões do gênero vigna, como o caupi, produto que a Embrapa Meio-Norte é protagonista nos trabalhos de melhoramento genético”, disse Afrânio Migliari aos gestores Adão Sá, Adão Cabral, Anísio Lima Neto, Kaesel Damasceno, Paulo Fernando Vieira e Teresa Viola.

Segundo os produtores, há ainda demandas por gergelim e amendoim, que aumentaram devido à divulgação internacional feita recentemente pela ministra Teresa Cristina, da Agriculura Pecuária e Abastecimento em viagens ao exterior.

De acordo com Migliari, essa é uma “oportunidade sem precedentes para o mercado dos exportadores de feijão-caupi, que já participa com 40% da pauta de exportações de feijões do Brasil”.

O representante da Aprofir mostrou um cenário provável apontando em direção à China, que deve substituir gradativamente feijão por soja, abrindo uma nova agenda para produtores de outros países que vão precisar de variedades melhoradas e informações de manejo de feijões vigna.

Os produtores também pediram à Embrapa Meio-Norte mais informações sobre manejo. “Material genético temos, falta material tecnológico”, disse Leandro Lodea.  Segundo ele, insumos, defensivos, fertilizantes e melhores técnicas de colheita são alguns itens da produção que precisam chegar aos produtores.

O produtor destacou ainda a necessidade de uma ampla articulação institucional para garantir, por exemplo, a certificação das sementes de feijão, trabalho coordenado em nível central pelo Mapa e fiscalizado pelos estados. Conforme Lodea, a ação coordenada permitiria a organização de toda a cadeia, incluindo o pagamento de royalties para devolver recursos à pesquisa agropecuária.  ” Há o ônus de fazer o material genético de excelência, mas não há o bônus de receber sobre a tecnologia. É preciso pensar soluções para retroalimentar a pesquisa. O setor precisa blindar isso”, pontuou Lodea.

Para começar os projetos entre as instituições, buscando atender demandas externas que devem chegar, será construído um termo de cooperação técnica por meio de uma fundação de apoio. Esta ação dará uma acelerada nas pesquisas e nos resultados, provavelmente um contrato tipo III.  Essa modalidade contratual é prevista no arcabouço normativo da Embrapa para atender demandas especificas do setor produtivo.

Segundo Teresa Viola, a ideia é começar com um plano de trabalho prevendo o co-desenvolvimento mais ativo tecnológico para o manejo de caupi, do tipo processo tecnológico. Outra diretriz apontada no encontro foi a de estender as tecnologias à agricultora familiar, beneficiando os pequenos produtores. O plantio do feijão-caupi no MT tem crescido de forma expressiva. De 2016 a 2021, a área plantada no estado saltou de 10 mil hectares plantados para 150 mil.

Da Embrapa Meio-Norte

 

 

 

 

 

 

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