Clima dificulta avanço da semeadura da soja no RS e prejudica pastagens

A escassez de chuva no Rio Grande do Sul dificulta o avanço expressivo da semeadura da soja. No momento, o plantio alcança 93% da área estimada. Segundo o Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seadpr), do total plantado, 90% estão em fase de germinação ou desenvolvimento vegetativo e 10%, em floração.
Sob os efeitos do déficit hídrico, a colheita das lavouras de milho avança no estado e estima-se que 7% da área já tenha sido colhida. Assim como da soja, o plantio do milho também chega a 93% do total da área projetado, sendo que 26% estão em germinação e desenvolvimento vegetativo; 17%, em floração; 27%, em enchimento de grão; e 23%, em maturação. A área colhida já atinge 7%.
Com a semeadura tecnicamente encerrada, as lavouras de arroz se desenvolvem dentro da normalidade. O plantio chega a 99% da área estimada, sendo que 88% estão em germinação e desenvolvimento vegetativo; 11%, em floração; e 1% está em fase em enchimento de grãos.
Olerícolas
Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas condicionam a produção, especialmente na Fronteira Oeste. As altas temperaturas e a insolação demandam o uso de estruturas de proteção e o maior aporte de irrigação.
Frutícolas
Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a situação de déficit hídrico está comprometendo as culturas citrícolas. A falta de chuva tem acentuado o murchamento de folhas e aumentado a queda de frutos ainda em desenvolvimento. As culturas do melão e melancia seguem em colheita, com condição fitossanitária das plantas excelente e frutos saborosos. Também começou a maturação das uvas das variedades americanas.
Pastagens
A recorrente falta de chuvas no RS tem tornado crítica a situação das pastagens, principalmente em locais de solos mais rasos ou com textura arenosa, paralisando o crescimento dos campos nativos e das áreas cultivadas. Muitas espécies forrageiras já não suportam mais o pastejo, e a redução na oferta de pastagens tem levado muitos produtores a aumentar o uso de silagem e feno ou a ajustar a lotação de animais a campo.
Bovinocultura de corte
Assim como ocorre com o desenvolvimento das pastagens, as condições dos rebanhos variam muito. Onde há precipitações e as forrageiras conseguiram ofertar alimentos, os rebanhos apresentam ganho de peso, principalmente os animais conduzidos em áreas de pastagens anuais de verão. Já onde a estiagem está restringindo o desenvolvimento das plantas, os bovinos vêm tendo dificuldades para manter o escore corporal.
Bovinocultura de leite
O baixo índice pluviométrico diminuiu a quantidade e a qualidade das pastagens e a capacidade de suporte forrageiro aos animais. Porém, as matrizes que continuam recebendo suplementação vêm mantendo as condições corporais.
Ovinocultura
Os rebanhos seguem com bom estado corporal, mesmo com a menor disponibilidade de pastagens, pois a conformação mais baixa das espécies campestres favorece o consumo pelos ovinos. A falta de chuvas diminuiu a incidência de verminose e de problemas de casco.
Na maioria das propriedades, as matrizes e os reprodutores estão sendo preparados para a reprodução. Em algumas, como nas criações laneiras, os produtores já iniciaram a temporada de cobertura.
Da Emater/RS-Ascar

