Pesquisa da CNA mostra impacto da estiagem e das geadas na produção de café

Foto: CNA/Divulgação

A Pesquisa Safra Cafeeira 2021/2022, elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Café Point, apontou os impactos das geadas e da forte estiagem nas principais regiões produtoras do país, com consequências para o ciclo de 2021 e para o próximo, que será colhida a partir de maio de 2022.

A pesquisa ouviu 1.058 produtores, entre 1º de outubro e 20 de dezembro de 2022, em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rondônia, São Paulo, Acre, Rio de Janeiro e Goiás.

Segundo 74,6% dos cafeicultores ouvidos, a falta de chuvas afetou a produção da safra cafeeira de 2021, impactando principalmente o estado de Minas Gerais.

As geadas também causaram prejuízos à cafeicultura, especialmente na produção do café arábica em MG, com 47% dos estabelecimentos atingidos pelo fenômeno climático, o que afetará o potencial produtivo das lavouras do ciclo de 2022.

A Pesquisa Safra Cafeeira também ouviu os produtores quanto à carga pendente em suas lavouras, sendo diferenciadas entre alta, média e baixa. A carga pendente corresponde aos frutos ainda em desenvolvimento nas plantas, indicando o potencial produtivo para a próxima safra.

Tecnologias de irrigação

Considerando as expectativas para a produção nacional de 2022, apenas 10% esperam uma produção de carga alta, 47% disseram que a carga pendente é média e 43% esperam por uma baixa produção na safra 2022.

Em relação às tecnologias de irrigação, a pesquisa mostrou uma baixa adesão aos sistemas. 84% dos produtores ouvidos responderam que não utilizam irrigação nas lavouras. Porém, entre os que utilizam, o sistema mais usado é o de gotejamento, indicado por 77,8% dos produtores irrigantes.

Sobre a comercialização, 75% dos produtores afirmaram não realizar nenhuma modalidade de venda futura. “Isso indica que esses produtores comercializam no momento da colheita, ou fazem a armazenagem na propriedade e/ou cooperativas para a posterior comercialização no mercado físico”, destaca a pesquisa.

Quanto à contratação de seguro rural, 86% responderam que não contratam seguro rural e apenas 14% contrataram para a safra 2022/23.

O estudo observa que a baixa adesão do setor à contratação de seguro rural é preocupante no que se refere à gestão de risco da atividade, considerando a ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos extemos.

O levantamento também aponta a contribuição das pequenas e médias propriedades para a cafeicultura. As pequenas propriedades, com área inferior a 50 hectares, representam o perfil fundiário de 93% dos produtores sendo 80% propriedades com menos de 20 hectares.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

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