CNA: Educação, formação e emprego são demandas legítimas da população

João Martins, presidente da CNA – Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Divulgação

O presidente do Sistema CNA/Senar, João Martins, disse, nesta terça-feira (26), na abertura da segunda edição do Jornada CNA, que educação, formação e emprego são demandas permanentes e legítimas da população.

Esse é o segundo encontro de uma série de debates sobre temas fundamentais para o Brasil, promovidos pela CNA, com a participação de especialistas, políticos, lideranças e autoridades. A primeira Jornada discutiu as reformas tributária, administrativa e política.

A partir do que for debatido nesses eventos, a CNA vai formular as propostas do setor produtivo para apresentar aos candidatos à Presidência da República e aos parlamentares.

Em seu discurso, Martins falou sobre a importância da geração de empregos como base do sustento, do amparo e da fonte de renda da maioria da população:

“Conduzir um país ao desenvolvimento, gerando empregos, e empregos especializados, exige que se estabeleçam as condições necessárias, mantendo o país atualizado nos campos tributário, administrativo e político, bem como ter uma legislação garantidora que regule adequadamente as relações de trabalho e o funcionamento dos sistemas educacional e de formação profissional”.

Trabalhadores devem se adequar à evolução tecnológica

“Além de uma pavimentação normativa bem modulada, é necessário ter um objetivo político genuíno e factível para incentivar a geração de emprego e promover a educação e a formação profissional, bem como uma alocação orçamentária suficiente, que não sofra descontinuidade. Um objetivo político claro, uma estrutura normativa adequada e uma alocação orçamentária realista e consistente são itens fundamentais para a boa execução de políticas públicas”, destacou o presidente da CNA.

Martins alertou também para a necessidade dos trabalhadores se adequarem à evolução de tecnologias e a digitalização em razão da concorrência cada vez mais acirrada. Caso contrário, diante de uma acirrada e permanente competição entre talentos, terão dificuldades para assumir novos empregos, ressaltou.

“O que podemos fazer hoje, no campo da regulamentação das relações de trabalho e da reestruturação da educação e da formação para evitar um cenário futuro de, ao mesmo tempo, muito desemprego e falta de trabalhadores qualificados? Decididamente, precisamos atualizar nossos sistemas de educação e formação, para que sejam à prova de futuro”, disse o presidente.

Desta forma, avaliou, educadores e formadores só poderão levar a educação e a formação para um modelo ideal no futuro se estiverem preparados para o desafio. “Precisamos investir muito nos educadores e nos formadores, pois para executar a educação e a formação precisamos reunir um grupo grande de pessoas preparadas”.

“Não é exagero afirmar que a grande riqueza de um estado é o contingente de recurso humano preparado, que habita suas fronteiras. Construir um ambiente assim é um desafio para a nossa democracia”, afirmou João Martins.

 

 

AGROemDIA

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