Programa orienta produtores do oeste baiano sobre vazio sanitário da soja

Foto: Divulgação

O Programa Fitossanitário da Soja promove, neste mês, ações de orientação sobre o manejo da oleaginosa e a legislação durante o vazio sanitário no oeste baiano. Esse é o período em que o produtor rural não pode plantar nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área de cultivo. O vazio sanitário da soja na Bahia tem 99 dias, de 1º de julho até 7 de outubro.

Previsto em lei, o vazio sanitário visa reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra, atenuando os impactos negativos durante a safra, informa o Programa Fitossanitário da Soja, executado por entidades do agro.

“Durante a colheita, a máquina pode jogar uma grande quantidade de grãos de soja para fora. Com o terreno ainda úmido, ocorre a germinação. Isto acontece também na época da gradagem, a partir do revolvimento do solo. Chegando próximo ao vazio sanitário, essas plantas se tornam hospedeiras de doenças, que podem infestar as lavouras na safra seguinte, a partir de outubro”, explica Gabriel Juchem, analista ambiental da Aiba (Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia).

Ainda de acordo com ele, o produtor precisa fazer a eliminação dessas plantas voluntárias, chamadas de tigueras, por meio de manejo da cultura, com o uso de grade ou herbicidas.

Os produtores precisam estar atentos aos prazos para não correrem risco de multas. Equipes do órgão de defesa sanitária da Bahia fiscalizam as áreas de produção nesse período para ver se a legislação está sendo seguida.

“Estamos orientando os produtores rurais quanto à legislação para a cultura da soja no oeste da Bahia e sobre as boas práticas agrícolas para o manejo eficiente de controle de doenças e pragas de soja”, acrescenta Marcus Vinícius Brasileiro, analista ambiental da Aiba.

“Nesse período de 99 dias, o produtor que não realizar o manejo de tigueras pode ser multado pela agência estadual de fiscalização responsável”, alerta Marcus Vinícius.

Decreto estadual prevê, por meio da Portaria nº 235, de 15 de agosto de 2017, multa de R$ 7.500 por propriedade, mais R$ 100,00 por hectare, em caso de descumprimento do vazio sanitário.

 

 

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